quarta-feira, 6 de março de 2013

Venezuela - Morre Hugo Chávez - Fim de que ciclo?

Concordo com esta colocação do Augusto de Franco, no seu perfil do Facebook: "Faleceu. Devemos sentir qualquer morte de um ser humano como uma perda para a humanidade, seja ele quem for."

Mas muito me contrariou as manifestações de ALEGRIA pela morte de Chavez, no Facebook. E o desejo de que outros o sigam logo. Para mim é o exemplo da falência do DIÁLOGO, que, creio, é a principal base da DEMOCRACIA.

Quando precisamos destruir nossos interlocutores (física ou intelectualmente), demonstramos nossa incapacidade de encontrar a síntese, a alternativa mais rica que supere nossas parcialidades de visões - fonte dos conflitos. 



Diz a velha máxima que tudo na vida tem dois caminhos. Já Stephen R. Covey – célebre autor de ‘Os 7 hábitos das pessoas altamente eficazes’, entre outros Best-sellers – afirma que existe um terceiro. E é nele que reside o segredo do sucesso.Em outras palavras, entre a sua vontade e a dos outros, há a sinergia de interesses que [encanta a todos os interlocutores]. “A 3ª Alternativa - Resolvendo Os Problemas Mais Difíceis da Vida”. Esta, afirma Covey, é a melhor forma de solucionar conflitos. Seja você uma crianças de 10 anos ou um poderoso chefe de estado.


http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/4269238/a-3-alternativa-resolvendo-os-problemas-mais-dificeis-da-vida



Chavez, em minha opinião, foi o fruto colhido da plantação de décadas de uma 'elite' venezuelana que sempre se sentiu mais confortável na Europa e em Miami do que em Caracas - e menos ainda nas periferias e no interior da Venezuela.

Esta 'elite' elegante, intelectualizada, globalizada usou seu Poder Econômico e de Comunicação para MANIPULAR a 'democracia venezuelana' por décadas, visando apenas seus interesses econômicos. Cegos para o poder da solidariedade e justiça social.

 Muito similar a uma 'elite' que vocifera contra o Bolsa Família no Brasil. Mas sempre que pode, se beneficia das Bolsas BNDES, Miami (manipulação dólar para 'Classe Média'), SELIC, Reservas de Mercados, muito mais caras para o Orçamento da União e muito maiores fontes de Corrupção.

Muito similar também a uma 'elite' financeira que CONSTRUIU a Crise Global (2008-?) levando grandes parcelas das populações do '1o. Mundo' a regredir a condições do '3o. Mundo''

Sou grato - muito - ao Cosmos, à Vida, por termos conhecido a ação de pessoas, no Brasil, que nos mostraram a grande eficácia - inclusive econômica - da Justiça Social e da Solidariedade:

Zilda Arns - Pastoral da Criança e Pastoral da Pessoa Idosa 

Herbert José de Sousa, conhecido como Betinho, (Bocaiúva, 3 de novembro de 1935 — Rio de Janeiro, 9 de agosto de 1997) foi um sociólogo e ativista dos direitos humanos brasileiro. Concebeu e dedicou-se ao projeto Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida. 

Estes exemplos, dentre tantos outros neste imenso Brasil, nos salvaram de 'colher um Chavez' por aqui.

Projeto São Paulo Orgânico, desenvolvido dentro do governo do Estado pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente


---------- Mensagem encaminhada ----------
De: contraosagrotoxicossp <contraosagrotoxicossp@uol.com.br>
Data: 5 de março de 2013 02:11
Assunto: Projeto São Paulo Orgânico
Para: contraosagrotoxicossp <contraosagrotoxicossp@uol.com.br>

   Para acompanharmos de perto e ver se trocamos esse foco somente nos orgânicos para uma orientação e um apoio ao cultivo agroecológico, com distribuição de terra e justiça social. Mas estamos caminhando. SP precisa!!!


Saudações sem venenos,
Susana Prizendt
Coordenadora do Comitê Paulista da Campanha
Contra os Agrotóxicos e Pela Vida



Projeto São Paulo Orgânico



Hoje, dia 5 de março, às 10:00hs , do lançamento do Projeto São Paulo Orgânico, política pública estadual destinada a fomentar o mercado de produtos orgânicos e sustentáveis. (*)

O Projeto São Paulo Orgânico, desenvolvido dentro do governo do Estado pelas secretarias de Agricultura e Abastecimento e de Meio Ambiente, tem como objetivos:

A) Incentivar o mercado de orgânicos, apoiar os produtores de orgânicos, promover a difusão de tecnologias de orgânicos, formar novos multiplicadores dessas tecnologias com o objetivo de atender a demanda crescente por parte de consumidores por alimentos seguros e saudáveis.

B) Gerar emprego e renda, com respeito ao meio ambiente ao mesmo tempo em que atende à demanda crescente da sociedade.

C) produzir sem uso de insumos artificiais, controlando pragas e doenças da forma mais natural possível.

D) viabilizar a produção de orgânicos durante todo o ano.

E) aumentar a qualidade e também o valor agregado dos produtos. Uma das principais ações propostas pelo projeto que atendem a demanda dos produtores é a criação de uma linha exclusiva de financiamento para a agricultura orgânica.

O FEAP - Fundo de Expansão do Agronegócio Paulista da Secretaria de Agricultura e Abastecimento - é uma política pública que permite apoiar produtores rurais e pescadores artesanais e suas associações e cooperativas, com financiamento de projetos com taxa de juros subsidiada, por meio de programas e projetos de desenvolvimento rural autorizados por decreto estadual.

Nesse evento, amanhã, será assinado o decreto, pelo Sr. Governador do Estado, que cria uma linha de financiamento específica para a Agricultura Orgânica.

Ela foi desenhada para viabilizar o acesso aos recursos necessários para a implantação de culturas orgânicas. O teto de financiamento da linha do FEAP que será assinada amanhã é de R$ 100.000,00 por agricultor, seja pessoa física ou jurídica e de R$ 400.000,00, para cooperativa ou associação de agricultores. O prazo de pagamento é de até 7 anos, com carência de até 4 anos, com taxa de juro de 3% ao ano.

Sementes orgânicas Dentro da política pública de apoio à produção de orgânicos, a CATI, através do Departamento de Sementes, Mudas e Matrizes, dará apoio aos agricultores por meio da produção e comercialização de sementes e mudas orgânicas, já em 2013. Serão produzidas e comercializadas sementes orgânicas de arroz, milho e feijão, atendendo à demanda de mercado.

Parcerias O projeto é amplo ao prever parceria com outras secretarias estaduais, prefeituras municipais, órgãos e entidades diversos como Fiesp, Sebrae, Apas, Faesp-Senar, Fetaesp, Senac, sindicatos de bares, hotéis, restaurantes, associações e cooperativas de agricultores e representantes do terceiro setor, como a AAO – Associação de Agricultura Orgânica. Rodada de negócios Parceria com a Biobrazil Fair, a feira brasileira de negócios que reúne os principais produtores, fabricantes, distribuidores e importadores do mundo orgânico.

O projeto São Paulo Orgânico vai promover, durante o evento (27 a 30 de junho de 2013, na Bienal, Ibirapuera) seminários e rodada de negócios para aproximar os produtores do mercado.

__________________________________________
Senhoras e senhores, amigas, amigos e colegas

 (...) Dentro desta linha de financiamento o agricultor poderá financiar a certificação orgânica de sua área produtiva, a aquisição de equipamentos e insumos destinados à transição agroecológica e a modernização da produção orgânica. Também poderá financiar a instalação e equipamentos para a produção de fertilizantes e defensivos orgânicos, análises laboratoriais (água, solo, fertilizantes e outros) e procedimentos legais como outorga d’água e georreferenciamento da propriedade. A linha também vai procura viabilizar o período de transição do sistema produtivo convencional para o orgânico, propor a adoção de inovações tecnológicas que diminuam o consumo de insumos químicos e incentivar a transformação de alimentos nos próprios locais de produção, adicionando valor aos produtos agropecuários.

Haverá   também  a   entrega  dos  certificados  de  técnicos  da  SAA  que participaram  do  primeiro  módulo  do  curso  de  capacitação  em sistemas orgânicos  de  produção,   o  lançamento  de livro de receitas com produtos orgânicos  (SAA), a divulgação da agenda do projeto (cursos de capacitação,  rodada  de  negócios,  seminários)  e  a  doação  da Biblioteca da Dra. Ana Primavesi  para  a SMA. Esta coleção de 5.000 livros sobre o tema,  da Dra. Ana  Primavesi,  pesquisadora  brasileira que é referência internacional em agroecologia,  será instalada no Parque Villa Lobos, no Centro de Referência de Educação Ambiental.

(...)
Formação de multiplicadores
Outra ação do projeto é a capacitação de técnicos de extensão rural da CATI - SAA, do ITESP-SJDC (Instituto de Terras do Estado de São Paulo, da Secretaria de Justiça e Defesa da Cidadania) e da SMA para realizar dentro de suas instituições a orientação de agricultores em sistemas orgânicos de produção. Para isso, a Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de São Roque da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios da. SAA (Apta) – criou um curso cujo  módulo  de formação já capacitou, em dezembro de 2012, 25 técnicos. A UPD terá como meta capacitar, em 2013, 200 técnicos da SAA, SMA e SJDC que multiplicarão o conhecimento da técnica de produção orgânica em suas respectivas instituições.

Incentivo ao mercado
Por outro lado, o aumento da base de consumo necessita de ações que aproximem produtores e consumidores, como feiras, exposições, rodadas de negócios, workshops e seminários e outros eventos que mostrem as oportunidades e desafios no mercado de produtos sustentáveis.

Parcerias
(...)

Rodada de negócios
Parceria  com a Biobrazil Fair, (…)

AÇÕES JÁ DESENVOLVIDAS

Câmara Setorial de Agricultura Ecológica
Criada  em  outubro  de  2000,  no  âmbito  da  Codeagro-  Coordenadoria de Desenvolvimentos  dos  Agronegócios  da  SAA  -,  a Câmara Setorial foi uma demanda  da  Associação  de  Agricultura Orgânica – AAO – e tem a função de canalizar  as  demandas  de  política  estadual  com  ênfase  na pesquisa e extensão agroecológica.

Projeto Guarapiranga Sustentável
O crescente interesse pela integração da cultura orgânica às questões ambientais, e mais especificamente com relação às áreas de proteção ambiental e de mananciais, fomentou ações conjuntas entre a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a Secretaria de Meio Ambiente, a Fundação Florestal e a Reserva da Biosfera do Cinturão Verde de São Paulo. O projeto Guarapiranga Sustentável é uma delas. 

 O projeto tem como objetivo promover o desenvolvimento rural sustentável na Bacia do Guarapiranga, obter um diagnóstico atualizado da produção agrícola da região, construção da Rede de Agroecologia da Guarapiranga, disponibilizar para o agricultor familiar alternativas de diversificação da produção, com tecnologias socioeconômicas sustentáveis e promover o acesso a mercados especializados. Em 2010, a SAA e a SMA implantaram o Protocolo de Boas Práticas Agrícolas e Ambientais  em conjunto com técnicos da Prefeitura Municipal de São Paulo. Hoje já existem na região 41 produtores em transição para a agroecologia, dos quais 8 possuem certificados como produtores de orgânicos.


(See attached file: convite-são paulo orgânico.docx)

João Carlos de Campos Pimentel
Diretor Técnico de Divisão EDR de Sâo Paulo CATI SAA

(*) texto extensionista adaptado de texto original do Comunicações da SAA

Ver também:  
Agricultura Sustentada pela Comunidade Local

SÁBADO, 9 DE FEVEREIRO DE 2013


ASCL- Slow Food - a CURA para o Fast Food: Restituir dimensão humana aos alimentos, instrumentos ecológicos e de prazer, de resgate social e econômico - começando devagar, em nossas comunidades locais

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Claudio Estevam Próspero 
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domingo, 3 de março de 2013

Revisitando Alvin Tofler - O Choque do Futuro e a A Terceira Onda - 30 anos depois. O que deu certo e o que não funcionou em suas previsões?


terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A FAMÍLIA NO MUNDO PÓS-MODERNO

Ao escrever os livros Choque do futuro e A terceira onda, o norte-americano Alvin Toffler - doutor em Letras, Leis e Ciência, e influente escritor especialista em apontar tendências para o futuro - surpreendeu seus leitores. Especialmente agora, passadas várias décadas da publicação dessas obras, é preciso reconhecer que sua antevisão do futuro se mostrou correta por diversos ângulos. Em A terceira onda, Toffler enfoca especialmente o século XXI e subsequentes, defendendo a tese de que a primeira onda que invadiu a terra foi agrícola; a segunda, industrial; e a terceira, que vivenciamos atualmente, tecnológica. Sobre esta última, ele escreveu:

Uma poderosa onda em formação está se erguendo em nosso mundo hoje, criando, à vezes, um clima de confusão, perplexidade e temor. Desde a responsabilidade de criar os filhos, até a vida do aposentado, o trabalho, o lazer, o ambiente doméstico, tudo será afetado por ela. Seja o futuro como for, podemos afirmar categoricamente que a família sofrerá um forte impacto. No contexto incerto em que vivemos, homens de negócio nadam contra correntes econômicas que oscilam - entre altos e baixos; políticos ficam apavorados quando vêm cair sua aceitação nas pesquisas de opinião; universidades, hospitais e outras instituições temem uma alta de inflação que possa ressurgir repentinamente com o mesmo apetite devastador de outrora; sistemas de valores tradicionais que o Estado, a família e a igreja estabeleceram tornaram- se manipuláveis e instáveis tal qual um barquinho em meio a uma terrível tormenta. ( TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1998). (...)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Há aproximadamente 30 anos atrás, Alvin Toffler lançou o revolucionário livro “A Terceira Onda”. O intelectual era considerado um profeta tecnológico, pois previa transformações nos hábitos sociais a partir dos avanços da informática.

Neste livro ele falou das “cabanas eletrônicas”. Em uma época em que ainda não conhecíamos o e-mail, ele dizia que as pessoas poderiam trabalhar em casa, no horário que quisessem e, ao final do trabalho, encaminhar os arquivos por meio eletrônico para o computador central da empresa.

Eu não fazia ideia de como estes arquivos seriam enviados, mas sonhava com as jornadas de trabalho menores, as novas profissões, as famílias com mais tempo para o lazer...

E não é que ele estava certo? Hoje as pessoas trabalham 24 horas no computador e também se divertem nele. Cada membro da família tem o seu computador no quarto e as famílias podem instalar uma rede no próprio lar. Cada um faz o que quer no precioso aparelho: os pais chegam a casa e continuam o trabalho para encaminhar os arquivos quando prontos. Os filhos jovens e adolescentes estudam de dia e passam as madrugadas jogando games de todos os tipos. Existem jogos individuais e em rede. As crianças divertem-se em sites de colorir, desenhar, interativos, com desenhos, musicais, etc.

E as redes sociais? Todos têm amigos e se relacionam todo tempo. Mesmo ao sair de casa para fazer um passeio com a família, ainda é possível trabalhar e se divertir usando celulares, ipads, iphones,  i-pods, tablets, notebooks, netbooks, etc. Tudo de última geração. Um novo lançamento em cada mês. Viva a diversidade eletrônica! Na tecnologia não há limites! As máquinas são membros da família.

Finalmente reina o silêncio e a paz nos lares, onde todos estão juntos. Cada um em frente a um equipamento eletrônico trabalhando ou se divertindo a valer. Bem, de vez em quando surgem alguns problemas como um filho viciado em games, trabalhos escolares copiados, deslizes matrimoniais, etc. Consequências da solidão e falta de diálogo no lar.

Outro dia fiquei sabendo que a filha de uma amiga a excluiu do MSN. Já pensou que filha ingrata que exclui a própria mãe? Foi um escândalo na família! Minha amiga estava arrasada com a atitude da filha.

Mas também existem boas surpresas. Minha mãe me convidou para ser sua amiga no Orkut.  Não bastasse o convite, ela ainda mandou um “scrap” de saudações: “Sou eu, a sua mãe. Me aceita aeee!” Agora temos mais um canal de comunicações. Ela me ama! Kkkkkk

Não li nada sobre as consequências da tecnologia no livro de Alvin Toffler e penso que não é culpa da evolução da informática o fato de não sabermos ter equilíbrio. As tecnologias vieram para auxiliar e, em alguns casos, transformam-se em pesadelos para famílias, escolas e sociedades.

Acho que agora está na hora de ler o que estão dizendo os filósofos, sociólogos e terapeutas que observam e tentam ajudar as vítimas da tecnologia exacerbada.

Peço licença agora porque preciso olhar os meus e-mails.


A Terceira Onda - O Conhecimento - Alvin Toffler


Na Primeira Onda, ou sociedades agrárias, a principal forma de capital era a terra. Se eu cultivasse a minha terra, você não podia cultivar a sua plantação na mesma terra ao mesmo tempo. Era ou você ou eu, nunca ambos. O mesmo era - e ainda é - verdade para o capital nas economias industriais da Segunda Onda. Você e eu não podemos usar a mesma linha de montagem ao mesmo tempo. Tudo isso se inverte nas economias da Terceira Onda, nas quais o conhecimento é a principal forma de capital. Você e eu podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo e, se o usarmos com criatividade, podemos até mesmo gerar mais conhecimento.

O texto acima, retirado do site da amiga Clara Alvarezé um excerto da obra do futurista Alvin Toffler.Recomendo a leitura de A Terceira Ondalivro do autor, como um exercício de raciocínio futurista. Vários insights são garantidos, mesmo que não concordemos com todas suas asserções e apostas.

Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
Para saber um pouco mais sobre o que o autor do blog anda fazendo hoje em dia, baixe gratuitamente o jornal Em Transe. Você também pode Acompanhá-lo no Twitterno Facebook e Assinar o Feed RSS do Blog.

A terceira onda
por Rodrigo Constantino em 17 de novembro de 2005

Resumo: O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar.
© 2005 MidiaSemMascara.org

“Knowledge is the most democratic source of power.”  
(Alvin Toffler)

Alvin Toffler escreveu The Third Wave em 1980, mas muito do que o autor disse na época ainda parece totalmente ignorado. Toffler descreve três tipos de sociedades, baseadas no conceito de ondas. A primeira onda teria sido a mudança da cultura nômade de caçadores para uma revolução agrária, onde a terra era o recurso básico. A segunda onda foi calcada na produção industrial, com distribuição de massa, onde o capital e trabalho eram as ferramentas principais. A terceira onda seria justamente a era pós-industrial, com maior diversidade, foco em nichos de mercado e subgrupos, onde a informação substitui os recursos materiais e torna-se o principal insumo dos trabalhadores.

Apesar dessa transformação parecer mais evidente hoje, muitos ainda ignoram seus efeitos concretos, incluindo economistas presos nos conceitos da era industrial, como os fisiocratas antes deles, que não conseguiram abandonar a mentalidade da fase agrária. Isso gera distorções nas análises sobre o quadro atual, prejudicando o diagnóstico dos problemas e suas soluções.

As novas empresas vencedoras são como plataformas, operando modelos enxutos, sem grande necessidade de capital físico. Isso permite maior agilidade, foco na marca, inovação e força de vendas. As enormes fábricas não mais precisam ficar sob a estrutura dessas empresas, que podem terceirizar a produção dos bens que vendem. Uma das consequências disso é a transferência da parte mais volátil e dispendiosa do negócio para países menos desenvolvidos. A troca é mutuamente benéfica, pois gera milhões de empregos nos países emergentes. Para essas empresas plataforma, que focam nos serviços, os ganhos também são evidentes, com lucros mais estáveis e excelentes retornos sobre capital investido, possíveis pelos ativos mais “leves”.

O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar. As empresas plataforma sabem onde os clientes estão, o que desejam, e onde conseguir tais produtos. Elas organizam esse processo de demanda dos consumidores e oferta dos produtores, adicionando suas marcas, cuidando da logística e faturando pelo serviço prestado. São estas empresas que retêm o valor das pesquisas, desenvolvimento de novos serviços e marketing. Exemplos de empresas plataforma seriam a Dell, IKEA, Microsoft, Intel etc.

Para o sucesso desse modelo, alguns pilares são fundamentais, como a existência do livre comércio, direito de propriedade e excesso de capacidade produtiva. Tais características são comuns ao capitalismo, que pode ser visto como o pai das empresas plataforma. Essas empresas vão prosperar onde há maior liberdade de comércio entre fronteiras, para que possam decidir com maior eficácia a alocação de recursos. Vão prosperar onde o direito de propriedade, incluindo a intelectual, é garantido, para que os investimentos em pesquisa e inovação possam dar retorno. Vão prosperar onde a infra-estrutura de logística é decente, com boa comunicação, portos, estradas e aeroportos. Vão prosperar se houver excesso de produção, para que tenham flexibilidade e poder de barganha com os fornecedores. E por fim, vão prosperar onde o modelo tributário é amigável, já que podem migrar mais facilmente para outros países, por não terem raízes físicas em fábricas gigantescas.

Essa última característica coloca em xeque o modelo de welfare state, com pesados gastos sociais por parte do governo. A competição para atrair as empresas plataforma poderá forçar um enxugamento da máquina estatal nos países desenvolvidos, assim como a adoção de regras tributárias mais simples e sobre consumo, não renda. Afinal, nada impede que a sede dessas empresas vá para um país que ofereça condições mais favoráveis. Desta forma, a tendência será uma gradual liberalização da economia, com a falência do modelo social-democrata, que engessa através da burocracia e impostos a competitividade dessas empresas. Tanto a “destruição criativa” de Schumpeter como as “vantagens comparativas” de Ricardo deverão ficar livres para exercerem sua influência no crescimento econômico. Quanto mais o governo tentar impedir a atuação dessas forças de mercado, mais ele afastará as empresas vencedoras, com o modelo de plataforma. Para termos uma idéia melhor disso, basta compararmos a quantidade de empregos gerados nos Estados Unidos na última década com os empregos criados na Europa, menos liberal economicamente. A Europa perdeu de “goleada”.

Como evidência empírica das vantagens desse modelo, temos que a média da participação de serviços no total da produção de riquezas dos vinte países mais ricos do mundo está acima de 70%, enquanto no Brasil está próxima de 50%. A participação da agricultura no PIB dos países ricos é ínfima, abaixo de 2% do total, enquanto nos países mais pobres ainda é superior a 20% do total. Os países ricos já abandonaram tanto a primeira como a segunda onda, e estão vivendo na era do capital intelectual, das empresas plataforma. Suas economias estão com volatilidade bem menor, lucros mais previsíveis e retornos crescentes. Tudo graças ao progresso do modelo capitalista, com império da lei, direito de propriedade, ambiente favorável aos negócios e liberdade econômica.

Enquanto isso, os atrasados ainda surfam a primeira onda, em alguns casos a segunda, da fase industrial. Ainda debatem a questão da reforma agrária e aturam os crimes de um MST da vida. E permanecem culpando o sucesso alheio pela sua miséria, resultado exclusivo do modelo que adotaram, com pouca liberdade econômica, asfixiante presença estatal e ausência do império da lei. Quem não quiser perder a onda, terá que nadar rápido na direção certa. E a corrente aponta na direção do capitalismo liberal. A alternativa é ficar eternamente “pegando jacaré” na beira do mar...


Alvin Toffler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Alvin Toffler (4 de Outubro de 1928) é um escritor e futurista norte-americano doutorado 
em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus  escritos sobre a revolução digital
Os seus primeiros trabalhos deram enfoque à tecnologia e seu impacto (através de 
efeitos como a  sobrecarga de informação. Mais tarde centrou-se em examinar a 
reacção dasociedade e as mudanças que esta sofre.

 Os seus últimos trabalhos têm abordado o estudo do poder  crescente do armamento 
militar do século XXI, as armas e a proliferação  datecnologia e o capitalismo
Está casado com Heidi Toffler, igualmente uma escritora futurista.

Obras



Alvin Toffler escreveu os livros com a sua esposa Heidi. As suas primeiras obras foram estas até ao momento:



Citações

”Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém." 
”Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender." 
”A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada." 
”O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros." 
”Mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas." 
”Antes morrer pela toxina da informação do que ser enterrado pela ignorância como indigente." - Felipe A.F. Moraes 
”Inundar-se por um mar de elétrons é negativo assim como uma nuvem cinzenta que cobre o azul do céu"

[editar]Ligações externas




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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
http://criatividadeinovao.blogspot.com/ (Blog: Criatividade e Inovação)
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http://reflexeseconmicas.blogspot.com/ (Blog: Reflexões Econômicas)
http://poltica20-yeswikican.blogspot.com/ (Blog: Política 2.0 - Yes, WIKI CAN)
http://automacao-inteligencia-organizacional.blogspot.com.br/ (Blog: Automação e Inteligência Organizacional)
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Comunidade Gestão Conhecimento)

Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida - Brasil (maior consumidor de agrotóxicos do mundo) permite a utilização de substâncias e agrotóxicos que foram banidos de diversos países.


Nos últimos meses o Instituto Nacional de Câncer (INCA) divulgou a estimativa de um milhão de novos casos de câncer na população brasileira para os próximos dois anos. Este dado por si só já é assustador, no entanto o próprio INCA complementa que destes novos casos, 40% irão a óbito, ou seja, cerca de 400 mil pessoas morrerão de câncer.

O que isso tem a ver com nossa campanha? Tem tudo a ver, pois já existem pesquisas que provam que muitas das substâncias e ingredientes utilizados na formulação de agrotóxicos são potencialmente cancerígenas. Ademais, muitas outras doenças são relacionadas aos efeitos agudos e crônicos gerados pelo contato direto ou indireto com os venenos.

Além disso, quem paga os custos da problemática gerada pelos agrotóxicos é a sociedade, pois em geral as empresas não são responsabilizadas pelos danos causados à saúde das pessoas e muito menos pelos efeitos degradantes no meio ambiente; assim, todos os custos são assumidos pelo Estado, que por sua vez utiliza da mais-valia social (recursos financeiros arrecadados através dos impostos) para cobrir os gastos com os serviços de saúde prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e as demais políticas relacionadas à saúde e à questão ambiental.

Dessa forma, as empresas só assumem a árdua tarefa de lucrar com a produção e comercialização de venenos, sem ter custos com pagamentos de impostos, ao serem beneficiadas com diferentes decretos e leis que garantem a isenção fiscal. Em um acordo estabelecido, em 1997, entre o Ministério da Fazenda e as Secretarias de Fazenda dos estados, conhecido como convênio 100/97, as empresas ficam isentas de pagar 60% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Há autonomia para cada estado fazer esta isenção chegar a 100%, como já fez o estado do Ceará.

Outro conjunto de leis isentam as empresas do pagamento de outros impostos, tais como o Decreto 6.006/06, que isenta da cobrança de Imposto sobre Produto Industrializado (IPI); o Decreto 5.630/05 que isenta da cobrança de PIS/PASEP (Programa de Integração Social/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor) e de Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS).

Nesse contexto, a utilização de agrotóxicos aumenta a cada ano. Não por acaso, desde 2008, o Brasil carrega o título de maior consumidor de agrotóxicos do mundo, em função do atual modelo de agricultura (agronegócio). O agronegócio é dependente dos insumos químicos para seguir produzindo grãos para exportação (commodities) com base na monocultura, com uso de máquinas pesadas que degradam a terra, expulsam os camponeses de seus territórios. Como resultado, contaminam as pessoas e o meio ambiente com o uso intensivo de agrotóxicos e cultivo de sementes transgênicas.

O Brasil permite a utilização de uma série de substâncias e agrotóxicos que foram banidos de diversos países. Esse banimento ocorreu justamente porque inúmeros estudos comprovaram que o seu uso causa danos ao ser humano e ao meio ambiente. Entre os problemas de saúde causados pelos agrotóxicos estão: má formação de fetos, problemas de reprodução, fertilidade, neurológicos, hepáticos, desregulação hormonal, cegueira, paralisia, depressão. Contribui para a formação de cânceres e pode, é claro, levar à morte.

Quando lançados no meio ambiente, os agrotóxicos contaminam rios, lagos, açudes e o lençol freático, matando peixes, abelhas e outros animais que contribuem para o equilíbrio ambiental.  Esses venenos persistem por muito tempo nos solos e na teia alimentar. Os dados indicam o crescimento da importação pelo Brasil dos produtos já banidos de outros países. As empresas, além de não terem o trabalho de destruir seus estoques remanescentes, lucram com a exportação para o Brasil de uma tecnologia ultrapassada e já descartada por grande parte do mundo. As mesmas empresas que aceitam a proibição, em seus países de origem, do veneno produzido, “empurram” as sobras para o Brasil, e ainda lutam para que, aqui, o produto não seja proibido.

Estamos falando de agrotóxicos que têm na sua formulação princípios ativos como Endosulfan (banido em 45 países!), Cihexatina (proibida na União Europeia e em países como a Austrália, Canadá, Estados Unidos, China, Japão, Líbia, Paquistão e Tailândia), e Metamidofós (proibido, por exemplo, na União Europeia, China, Índia, e Indonésia), todos altamente tóxicos pela classificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Em 2008, a ANVISA iniciou a Reavaliação Toxicológica de 14 produtos. Entre os motivos que levaram à escolha destes produtos está justamente o fato de que vários destes já foram proibidos em outros paíes devido à constatação da existência de graves efeitos sobre a saúde. São eles: abamectina, acefato, carbofurano, cihexatina, forato, fosmete, lactofem, paraquate, parationa metílica, tiram e triclorfom.

Poderíamos dizer que é a continuidade da Revolução Verde, com a mesma lógica de depredação e a mesmo pretexto de “acabar com a fome no mundo” Contudo, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) um bilhão de pessoas passam fome no mundo, ou seja, para cada sete pessoas, uma passa fome. A situação no Brasil não é muito animadora, pois 40% da população vive em situação de insegurança alimentar, conforme dados do PNAD 2004/2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), conduzida pelo Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE). Em outras palavras, cerca de 80 milhões de pessoas convivem com a limitação ou a incerteza de acesso a alimentos adequados, em qualidade e quantidade suficientes.

Ao contrário do que acreditam o senso comum, o problema não está na produção de alimentos. A própria ONU afirma que temos alimentos no mundo em quantidades suficientes para alimentar toda a população mundial e ainda fazer estoque. O que acontece hoje é um enorme desperdício de alimentos — perde-se um terço dos alimentos produzidos no mundo. Dados da FAO sobre a questão dos alimentos no mundo apontam que o problema está no complexo agroalimentar controlado por grandes empresas transnacionais que concentra e domina este setor.

www.oamigodopovo.com/alimentos432.html  - Um relatório datado de 2010, do sector de Agricultura e Alimentaçãoda ONU, ... se é a falta de alimentos em si ou a dificuldade de acesso das populações ... que não faltam alimentos, as pessoas é que não têm dinheiro para comprá-los.

JOAO AUGUSTO MEIRELLES - ‎2007 - 442 páginas
soja empurra a pecuária para dentro da floresta A soja em Rondônia avança ... e vai parar na barriga dos bois,porcos e galinhas europeus, norte-americanos e asiáticos. ... Atualmente, a maioria do gado das regiões temperadas passa boa parte de sua ... É a soja da Amazônia que vai alimentar o gado chique da China e do Japão,...

Uma boa parte do Déficit da União Europeia, e dos EUA, decorre dos massivos subsídios aos seus “agricultores e criadores”. Portanto, precisamos desmontar os Cartéis do Agronegócio e encontrar meios para estimular a Produção Local – nem que seja para consumo próprio das famílias – sua subsistência.

Diante disso, cabe-nos a tarefa de nos organizar e construir atividades massivas que possam levar a informação à sociedade e ao mesmo tempo pressionar os responsáveis no poder público para atender à demandas apresentadas pela sociedade, a partir das lutas populares.

Coordenação Nacional
Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida

Para saber mais e agir:


Como podemos organizar, em nossos bairros e pequenas cidades, a luta pela saúde de nossos alimentos? -Agricultura Sustentada pela Comunidade Local:

ACSL- Slow Food - a CURA para o Fast Food: Restituir dimensão humana aos alimentos, instrumentos ecológicos e de prazer, de resgate social e econômico - começando devagar, em nossas comunidades locais

Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
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