domingo, 3 de março de 2013

Revisitando Alvin Tofler - O Choque do Futuro e a A Terceira Onda - 30 anos depois. O que deu certo e o que não funcionou em suas previsões?


terça-feira, 15 de janeiro de 2013
A FAMÍLIA NO MUNDO PÓS-MODERNO

Ao escrever os livros Choque do futuro e A terceira onda, o norte-americano Alvin Toffler - doutor em Letras, Leis e Ciência, e influente escritor especialista em apontar tendências para o futuro - surpreendeu seus leitores. Especialmente agora, passadas várias décadas da publicação dessas obras, é preciso reconhecer que sua antevisão do futuro se mostrou correta por diversos ângulos. Em A terceira onda, Toffler enfoca especialmente o século XXI e subsequentes, defendendo a tese de que a primeira onda que invadiu a terra foi agrícola; a segunda, industrial; e a terceira, que vivenciamos atualmente, tecnológica. Sobre esta última, ele escreveu:

Uma poderosa onda em formação está se erguendo em nosso mundo hoje, criando, à vezes, um clima de confusão, perplexidade e temor. Desde a responsabilidade de criar os filhos, até a vida do aposentado, o trabalho, o lazer, o ambiente doméstico, tudo será afetado por ela. Seja o futuro como for, podemos afirmar categoricamente que a família sofrerá um forte impacto. No contexto incerto em que vivemos, homens de negócio nadam contra correntes econômicas que oscilam - entre altos e baixos; políticos ficam apavorados quando vêm cair sua aceitação nas pesquisas de opinião; universidades, hospitais e outras instituições temem uma alta de inflação que possa ressurgir repentinamente com o mesmo apetite devastador de outrora; sistemas de valores tradicionais que o Estado, a família e a igreja estabeleceram tornaram- se manipuláveis e instáveis tal qual um barquinho em meio a uma terrível tormenta. ( TOFFLER, Alvin. A terceira onda. Rio de Janeiro: Record, 1998). (...)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011


Há aproximadamente 30 anos atrás, Alvin Toffler lançou o revolucionário livro “A Terceira Onda”. O intelectual era considerado um profeta tecnológico, pois previa transformações nos hábitos sociais a partir dos avanços da informática.

Neste livro ele falou das “cabanas eletrônicas”. Em uma época em que ainda não conhecíamos o e-mail, ele dizia que as pessoas poderiam trabalhar em casa, no horário que quisessem e, ao final do trabalho, encaminhar os arquivos por meio eletrônico para o computador central da empresa.

Eu não fazia ideia de como estes arquivos seriam enviados, mas sonhava com as jornadas de trabalho menores, as novas profissões, as famílias com mais tempo para o lazer...

E não é que ele estava certo? Hoje as pessoas trabalham 24 horas no computador e também se divertem nele. Cada membro da família tem o seu computador no quarto e as famílias podem instalar uma rede no próprio lar. Cada um faz o que quer no precioso aparelho: os pais chegam a casa e continuam o trabalho para encaminhar os arquivos quando prontos. Os filhos jovens e adolescentes estudam de dia e passam as madrugadas jogando games de todos os tipos. Existem jogos individuais e em rede. As crianças divertem-se em sites de colorir, desenhar, interativos, com desenhos, musicais, etc.

E as redes sociais? Todos têm amigos e se relacionam todo tempo. Mesmo ao sair de casa para fazer um passeio com a família, ainda é possível trabalhar e se divertir usando celulares, ipads, iphones,  i-pods, tablets, notebooks, netbooks, etc. Tudo de última geração. Um novo lançamento em cada mês. Viva a diversidade eletrônica! Na tecnologia não há limites! As máquinas são membros da família.

Finalmente reina o silêncio e a paz nos lares, onde todos estão juntos. Cada um em frente a um equipamento eletrônico trabalhando ou se divertindo a valer. Bem, de vez em quando surgem alguns problemas como um filho viciado em games, trabalhos escolares copiados, deslizes matrimoniais, etc. Consequências da solidão e falta de diálogo no lar.

Outro dia fiquei sabendo que a filha de uma amiga a excluiu do MSN. Já pensou que filha ingrata que exclui a própria mãe? Foi um escândalo na família! Minha amiga estava arrasada com a atitude da filha.

Mas também existem boas surpresas. Minha mãe me convidou para ser sua amiga no Orkut.  Não bastasse o convite, ela ainda mandou um “scrap” de saudações: “Sou eu, a sua mãe. Me aceita aeee!” Agora temos mais um canal de comunicações. Ela me ama! Kkkkkk

Não li nada sobre as consequências da tecnologia no livro de Alvin Toffler e penso que não é culpa da evolução da informática o fato de não sabermos ter equilíbrio. As tecnologias vieram para auxiliar e, em alguns casos, transformam-se em pesadelos para famílias, escolas e sociedades.

Acho que agora está na hora de ler o que estão dizendo os filósofos, sociólogos e terapeutas que observam e tentam ajudar as vítimas da tecnologia exacerbada.

Peço licença agora porque preciso olhar os meus e-mails.


A Terceira Onda - O Conhecimento - Alvin Toffler


Na Primeira Onda, ou sociedades agrárias, a principal forma de capital era a terra. Se eu cultivasse a minha terra, você não podia cultivar a sua plantação na mesma terra ao mesmo tempo. Era ou você ou eu, nunca ambos. O mesmo era - e ainda é - verdade para o capital nas economias industriais da Segunda Onda. Você e eu não podemos usar a mesma linha de montagem ao mesmo tempo. Tudo isso se inverte nas economias da Terceira Onda, nas quais o conhecimento é a principal forma de capital. Você e eu podemos usar o mesmo conhecimento ao mesmo tempo e, se o usarmos com criatividade, podemos até mesmo gerar mais conhecimento.

O texto acima, retirado do site da amiga Clara Alvarezé um excerto da obra do futurista Alvin Toffler.Recomendo a leitura de A Terceira Ondalivro do autor, como um exercício de raciocínio futurista. Vários insights são garantidos, mesmo que não concordemos com todas suas asserções e apostas.

Rafael Reinehr é médico endocrinologista, mas seus olhos vasculham o horizonte em busca de soluções para criar um Mundo Melhor através de iniciativas como a Coolmeia, Ideias em Cooperação.
Para saber um pouco mais sobre o que o autor do blog anda fazendo hoje em dia, baixe gratuitamente o jornal Em Transe. Você também pode Acompanhá-lo no Twitterno Facebook e Assinar o Feed RSS do Blog.

A terceira onda
por Rodrigo Constantino em 17 de novembro de 2005

Resumo: O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar.
© 2005 MidiaSemMascara.org

“Knowledge is the most democratic source of power.”  
(Alvin Toffler)

Alvin Toffler escreveu The Third Wave em 1980, mas muito do que o autor disse na época ainda parece totalmente ignorado. Toffler descreve três tipos de sociedades, baseadas no conceito de ondas. A primeira onda teria sido a mudança da cultura nômade de caçadores para uma revolução agrária, onde a terra era o recurso básico. A segunda onda foi calcada na produção industrial, com distribuição de massa, onde o capital e trabalho eram as ferramentas principais. A terceira onda seria justamente a era pós-industrial, com maior diversidade, foco em nichos de mercado e subgrupos, onde a informação substitui os recursos materiais e torna-se o principal insumo dos trabalhadores.

Apesar dessa transformação parecer mais evidente hoje, muitos ainda ignoram seus efeitos concretos, incluindo economistas presos nos conceitos da era industrial, como os fisiocratas antes deles, que não conseguiram abandonar a mentalidade da fase agrária. Isso gera distorções nas análises sobre o quadro atual, prejudicando o diagnóstico dos problemas e suas soluções.

As novas empresas vencedoras são como plataformas, operando modelos enxutos, sem grande necessidade de capital físico. Isso permite maior agilidade, foco na marca, inovação e força de vendas. As enormes fábricas não mais precisam ficar sob a estrutura dessas empresas, que podem terceirizar a produção dos bens que vendem. Uma das consequências disso é a transferência da parte mais volátil e dispendiosa do negócio para países menos desenvolvidos. A troca é mutuamente benéfica, pois gera milhões de empregos nos países emergentes. Para essas empresas plataforma, que focam nos serviços, os ganhos também são evidentes, com lucros mais estáveis e excelentes retornos sobre capital investido, possíveis pelos ativos mais “leves”.

O novo business model é não produzir nada, mas vender em todo lugar. As empresas plataforma sabem onde os clientes estão, o que desejam, e onde conseguir tais produtos. Elas organizam esse processo de demanda dos consumidores e oferta dos produtores, adicionando suas marcas, cuidando da logística e faturando pelo serviço prestado. São estas empresas que retêm o valor das pesquisas, desenvolvimento de novos serviços e marketing. Exemplos de empresas plataforma seriam a Dell, IKEA, Microsoft, Intel etc.

Para o sucesso desse modelo, alguns pilares são fundamentais, como a existência do livre comércio, direito de propriedade e excesso de capacidade produtiva. Tais características são comuns ao capitalismo, que pode ser visto como o pai das empresas plataforma. Essas empresas vão prosperar onde há maior liberdade de comércio entre fronteiras, para que possam decidir com maior eficácia a alocação de recursos. Vão prosperar onde o direito de propriedade, incluindo a intelectual, é garantido, para que os investimentos em pesquisa e inovação possam dar retorno. Vão prosperar onde a infra-estrutura de logística é decente, com boa comunicação, portos, estradas e aeroportos. Vão prosperar se houver excesso de produção, para que tenham flexibilidade e poder de barganha com os fornecedores. E por fim, vão prosperar onde o modelo tributário é amigável, já que podem migrar mais facilmente para outros países, por não terem raízes físicas em fábricas gigantescas.

Essa última característica coloca em xeque o modelo de welfare state, com pesados gastos sociais por parte do governo. A competição para atrair as empresas plataforma poderá forçar um enxugamento da máquina estatal nos países desenvolvidos, assim como a adoção de regras tributárias mais simples e sobre consumo, não renda. Afinal, nada impede que a sede dessas empresas vá para um país que ofereça condições mais favoráveis. Desta forma, a tendência será uma gradual liberalização da economia, com a falência do modelo social-democrata, que engessa através da burocracia e impostos a competitividade dessas empresas. Tanto a “destruição criativa” de Schumpeter como as “vantagens comparativas” de Ricardo deverão ficar livres para exercerem sua influência no crescimento econômico. Quanto mais o governo tentar impedir a atuação dessas forças de mercado, mais ele afastará as empresas vencedoras, com o modelo de plataforma. Para termos uma idéia melhor disso, basta compararmos a quantidade de empregos gerados nos Estados Unidos na última década com os empregos criados na Europa, menos liberal economicamente. A Europa perdeu de “goleada”.

Como evidência empírica das vantagens desse modelo, temos que a média da participação de serviços no total da produção de riquezas dos vinte países mais ricos do mundo está acima de 70%, enquanto no Brasil está próxima de 50%. A participação da agricultura no PIB dos países ricos é ínfima, abaixo de 2% do total, enquanto nos países mais pobres ainda é superior a 20% do total. Os países ricos já abandonaram tanto a primeira como a segunda onda, e estão vivendo na era do capital intelectual, das empresas plataforma. Suas economias estão com volatilidade bem menor, lucros mais previsíveis e retornos crescentes. Tudo graças ao progresso do modelo capitalista, com império da lei, direito de propriedade, ambiente favorável aos negócios e liberdade econômica.

Enquanto isso, os atrasados ainda surfam a primeira onda, em alguns casos a segunda, da fase industrial. Ainda debatem a questão da reforma agrária e aturam os crimes de um MST da vida. E permanecem culpando o sucesso alheio pela sua miséria, resultado exclusivo do modelo que adotaram, com pouca liberdade econômica, asfixiante presença estatal e ausência do império da lei. Quem não quiser perder a onda, terá que nadar rápido na direção certa. E a corrente aponta na direção do capitalismo liberal. A alternativa é ficar eternamente “pegando jacaré” na beira do mar...


Alvin Toffler

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Alvin Toffler (4 de Outubro de 1928) é um escritor e futurista norte-americano doutorado 
em Letras, Leis e Ciência, conhecido pelos seus  escritos sobre a revolução digital
Os seus primeiros trabalhos deram enfoque à tecnologia e seu impacto (através de 
efeitos como a  sobrecarga de informação. Mais tarde centrou-se em examinar a 
reacção dasociedade e as mudanças que esta sofre.

 Os seus últimos trabalhos têm abordado o estudo do poder  crescente do armamento 
militar do século XXI, as armas e a proliferação  datecnologia e o capitalismo
Está casado com Heidi Toffler, igualmente uma escritora futurista.

Obras



Alvin Toffler escreveu os livros com a sua esposa Heidi. As suas primeiras obras foram estas até ao momento:



Citações

”Ou você tem uma estratégia ou é parte da estratégia de alguém." 
”Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender." 
”A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada." 
”O futuro é construído pelas nossas decisões diárias, inconstantes e mutáveis, e cada evento influencia todos os outros." 
”Mudança é o processo no qual o futuro invade nossas vidas." 
”Antes morrer pela toxina da informação do que ser enterrado pela ignorância como indigente." - Felipe A.F. Moraes 
”Inundar-se por um mar de elétrons é negativo assim como uma nuvem cinzenta que cobre o azul do céu"

[editar]Ligações externas




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Atenciosamente.
Claudio Estevam Próspero 
http://mitologiasdegaia.blogspot.com/ (Blog: Mitologias de Gaia)
http://criatividadeinovao.blogspot.com/ (Blog: Criatividade e Inovação)
http://redessociaisgovernanaliderana.blogspot.com/ (Blog:Governança e Liderança em Redes Sociais)
http://reflexeseconmicas.blogspot.com/ (Blog: Reflexões Econômicas)
http://poltica20-yeswikican.blogspot.com/ (Blog: Política 2.0 - Yes, WIKI CAN)
http://automacao-inteligencia-organizacional.blogspot.com.br/ (Blog: Automação e Inteligência Organizacional)
http://www.portalsbgc.org.br/sbgc/portal/ (Comunidade Gestão Conhecimento)

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