domingo, 18 de janeiro de 2015

Demonstração de como a EFICIÊNCIA DE MERCADO inibe e, muitas vezes, impede a EFICIÊNCIA TÉCNICA (respeito às Leis Naturais para atender as Necessidades Humanas)

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VISÃO GERAL

O desenvolvimento científico, mesmo evoluindo paralelamente ao desenvolvimento econômico tradicional ao longo dos últimos 400 anos ou mais, tem ainda sido largamente ignorado e visto como uma "externalidade" pela teoria econômica. O resultado tem sido uma "separação" entre a estrutura socioeconômica e a estrutura de suporte à vida a qual estamos todos ligados, e da qual todos nós dependemos. Hoje, na maioria dos casos, além de certos pressupostos técnicos com relação a como um sistema não baseado na dinâmica do mercado e no "mecanismo de preços" [277] poderia funcionar, o argumento mais comum de apoio ao capitalismo de mercado é que ele é um sistema de "independência" ou "liberdade".
A extensão dessa veracidade depende muito da interpretação, mesmo que tais termos genéricos sejam onipresentes na retórica dos defensores do modelo. [278] Parece que tais noções são, em verdade, reações às tentativas anteriores de sistemas sociais alternativos que geraram problemas de poder como o "totalitarismo". [279] Assim, desde então, com base nesse medo, qualquer modelo concebido fora da estrutura capitalista é muitas vezes impulsivamente relegado à suposta tendência histórica rumo à "tirania" - e, em seguida, descartado.
Seja como for, este gesto subjacente de "liberdade", seja qual for sua implicação subjetiva, gerou uma neurose ou confusão sobre o que significa para uma espécie como a nossa sobreviver e prosperar no habitat - um habitat claramente regido por leis naturais. O que descobrimos é que, no âmbito do nosso relacionamento com o habitat, simplesmente não somos livres, e ter uma orientação predominante de valores de uma suposta liberdade, a qual é então aplicada no modo como deveríamos operar nossa economia global, tornou-se cada vez mais perigoso para a sustentabilidade humana no planeta terra. [280]
Deixando a dificuldade das relações sociais de lado, os seres humanos, independentemente de seus costumes sociais tradicionais, estão estritamente vinculados pelas leis naturais que regem a terra, e desviar-se desse alinhamento é o que, invariavelmente, inibe a nossa sustentabilidade, prosperidade e saúde pública. Deveria ser lembrado que os pressupostos fundamentais de nosso sistema socioeconômico atual desenvolveram-se durante períodos de consciência científica substancialmente menores tanto sobre nosso habitat quanto sobre nós mesmos. [281] Muitas das consequências negativas, hoje comuns nas sociedades modernas, simplesmente não existiam no passado, e é esse presente choque de sistemas que está desestabilizando ainda mais e de muitas maneiras o nosso mundo.
Será aqui argumentado que a integridade de qualquer modelo econômico é, na verdade, melhor mensurada pelo quão bem alinhado ele está com as conhecidas leis que regem a natureza. Este conceito de lei natural não é apresentado aqui como algo esotérico ou metafísico, mas como fundamentalmente observável. Embora seja verdade que as leis da natureza são, ao longo do tempo, constantemente refinadas e alteradas em nosso entendimento, certas realidades causais mantiveram-se, e mantêm-se, definitivamente verdadeiras.
Não há dúvida de que o organismo humano tem necessidades específicas de sobrevivência, como a de nutrição, água e ar. Não há dúvida em relação a quais processos ecológicos fundamentais asseguram a estabilidade ambiental do nosso habitat e que devem permanecer sem perturbação em suas relações simbióticas-sinérgicas. [282] Também não há discussão de que a psique humana, por mais complexa que seja, apresenta, em média, reações básicas previsíveis a estressores ambientais, e, logo, como reações de violência, depressão, abuso e outras questões comportamentais negativas possam daí resultar. [283]
Essa perspectiva científica, causal ou técnica das relações econômicas reduz todos os fatores relevantes a um quadro de referência e a uma linha de pensamento relacionados à nossa compreensão atual do mundo físico e suas dinâmicas tangíveis naturais. Essa lógica considera a ciência do estudo humano, logo, mais uma vez, a natureza em comum das necessidades humanas e da saúde pública, e combina estas com as regras comprovadas do nosso habitat, com o qual estamos, sinérgica e simbioticamente, conectados. Conjuntamente, um modelo racional de operação econômica partindo "do zero" pode ser generalizado com pouquíssima necessidade dos séculos de estabelecimento da teoria econômica tradicional. [284]
Isso não quer dizer que esses argumentos históricos não possuem valor no que diz respeito à compreensão da evolução cultural, mas sim que, se uma visão de mundo verdadeiramente científica é assumida em relação ao que "funciona" ou "não funciona" na estratégia de eficiência que é exigida pelo jogo de xadrez da sobrevivência humana, há pouca necessidade de uma abstração sobre a referência histórica. Essa visão se situa no cerne da lógica reformista do MZ e será revista, mais uma vez, na parte III deste texto.
O ponto em questão é que esses aspectos praticamente imutáveis da consciência científica quase não são reconhecidos pelo atual modelo econômico dominante. Na verdade, será argumentado que esses dois sistemas não estão apenas dissociados, mas são diametralmente opostos em muitos aspectos; fazendo alusão a realidade de que a economia competitiva de mercado não é realmente "consertável" em seu todo, e, portanto, um novo sistema baseado diretamente nestas realidades da "lei natural" precisa ser construído a partir do zero.
Este ensaio vai examinar e contrastar uma série de considerações "econômicas", tanto do ponto de vista do sistema de mercado (lógica de mercado), quanto da lógica mecanicista ou "técnica". Será expresso como a "eficiência" tem dois significados muito diferentes em cada ponto de vista, argumentando-se que "a eficiência de mercado" [285] é apenas eficiente no que diz respeito a si mesma, em que são usados conjuntos de regras criados pelo homem associados, principalmente, à dinâmica econômica clássica, que facilita o lucro e o crescimento, enquanto a "Eficiência Técnica", que referencia as conhecidas leis da natureza, busca a maneira mais otimizada possível de desenvolvimento industrial, de forma a preservar o habitat, reduzir o desperdício e, finalmente, garantir a saúde pública, baseando-se em entendimentos científicos emergentes. [286]
O texto completo (34 páginas) está disponível em:


Abaixo um vídeo sobre como a EFICIÊNCIA DE MERCADO (privilégio total à Especulação Imobiliária e Transporte sobre Pneus) BLOQUEOU a melhor solução (EFICIÊNCIA TÉCNICA) para o traçado urbano da cidade de São Paulo - resultando em:

  •  ENCHENTES (desrespeito ao processo natural das várzeas dos rios, "enterrados vivos" - tornando-se assim apenas condutores de esgoto e focos de infestações) e 
  •  TRANSPORTES Ferro e Hidroviários não utilizados gerando alta ineficiência de MOBILIDADE URBANA (Congestionamentos e Desperdício Massivo de Tempo da População em Deslocamentos pela Cidade)
  •  ÁREAS NATURAIS (lagos, rios e parques) muito aquém das Necessidades: Humanas e de Regulação de Micro Climas

Entre Rios conta de modo rápido a história de São Paulo e como essa está totalmente ligada com seus rios. Muitas vezes no dia-a-dia frenético de quem vive São Paulo eles passam desapercebidos e só se mostram quando chove e a cidade pára. Mas não sinta vergonha se você não sabe onde encontram esses rios! Não é sua culpa! Alguns foram escondidos de nossa vista e outros vemos só de passagem, mas quando o transito pára nas marginais podemos apreciar seu fedor. É triste, mas a cidade está viva e ainda pode mudar!


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