quarta-feira, 8 de março de 2017

Precariado - Uma política de paraíso: o componente Renda Básica














Os tópicos finais do livro, copiados abaixo, provocaram-me dificuldades de compreensão.

Sendo assim os copiei aqui e fiz algumas alterações que, creio, facilitam a leitura ou restabelecem o sentido pretendido pelo autor, no texto original.

<> indica palavra(s) retirada(s)
<abcabcabc> indica palavras alteradas ou incluídas em relação ao texto da tradução para o Português.

Agradeço comentários que corrijam meus próprios erros de interpretação ou melhorem o entendimento dos argumentos do autor. 
____________
Renda básica 

A proposta já foi tema de manifestações do precariado e tem uma longa história com muitos adeptos ilustres. Passou por muitos nomes: o mais popular deles é “renda básica”, mas outros incluem uma “bolsa-cidadão”, “dividendo social”, “bolsa-solidariedade” e “ajuda demográfica”. Apesar de usarmos o nome mais popular, propomos aqui uma variante que leva em conta dois objetivos desejáveis que até agora não fizeram parte da argumentação.

O núcleo da proposta é que cada residente legal de um país ou comunidade, tanto crianças, quanto adultos, deveria receber um pagamento mensal modesto. Cada indivíduo teria um cartão que lhe daria o direito de sacar uma quantia mensal para as necessidades básicas, para gastar como bem entender - sendo que haveria um acréscimo para necessidades especiais, como deficiência. 

Na maioria dos países ricos, isso seria menos radical do que pode parecer, uma vez que significaria consolidar muitos esquemas de transferência já existentes e substituir outros que são cheios de complexidades e de uma condicionalidade arbitrária e discricionária.

Essa renda básica seria paga a cada indivíduo, e não a um grupo contestável maior, tal como “a família” ou “residência”. Seria universal, pois seria paga a todos os residentes legais, com um período de espera para os migrantes, por razões pragmáticas. Seria em forma de dinheiro, permitindo ao receptor decidir como usá-lo, não de uma forma paternalista, tal como um vale-refeição ou outros itens predeterminados. 

Deve promover a “livre escolha” e não ser um meio de persuadir as pessoas. Deveria ser inviolável, no sentido de o Estado ser incapaz de tomá-la de volta, a menos que uma pessoa deixe de ser um residente legal ou cometa um crime para o qual a negação seja uma penalidade especificada.

E deveria ser paga como uma soma modesta regular, não como um pagamento em bloco dentro dos moldes das “apólices de baixo valor” ou de “auxílios financeiros de investidores”, como pretendido pelo Child Trust Fund do Reino Unido, o que causa “fraqueza de vontade” e outros problemas (Wright , 2006).

O auxílio seria incondicional em termos comportamentais. Existem leis, tribunais e processo adequado para lidar com o comportamento questionável, e isso não deve se misturar à política de fornecimento da segurança básica. Quando essas coisas se misturam, não há nem segurança, nem justiça. 

Em princípio, as transferências de renda libertam: dão segurança econômica com a qual é possível fazer escolhas sobre como viver e desenvolver as capacidades de cada um. A pobreza consiste na falta de liberdade, bem como em não ter o suficiente para comer, nem o suficiente para vestir e <nem> um lugar <adequado> para viver. 

A imposição de condições, sejam comportamentais, ou em termos do que o receptor está autorizado a comprar, é um ato de falta de liberdade. Uma vez aceito, o que poderá evitar que os estrategistas políticos sigam para a próxima etapa? Eles podem facilmente pensar que sabem o que é melhor para quem recebe baixa renda e é menos escolarizado. Os condicionalistas tenderão a estender as condições e estreitar a forma como elas operam até que se tornem coercitivas e punitivas. Uma renda básica iria noutra direção.

Uma renda básica não seria exatamente como um imposto de renda negativo, com o qual é muitas vezes comparada. Não criaria uma armadilha de pobreza, em que o benefício é perdido, na medida em que a renda sobe, agindo como um desincentivo ao trabalho. A pessoa manteria a renda básica, independentemente de quanto recebesse de seu trabalho, da mesma forma que a renda seria paga independentemente do seu estado civil ou familiar. 

Todos os rendimentos auferidos seriam tributados com os índices padrão. Se o Estado quisesse limitar a quantidade que vai para os ricos, poderia reavê-la por meio de impostos mais elevados sobre os rendimentos mais elevados.

As objeções a uma renda básica têm sido exaustivamente <analisadas>, nomeadamente em uma rede internacional formada em 1986 para promover o debate. Originalmente chamado BIEN (Basic Income European NetWork), mudou de nome em seu Congresso de Barcelona, de 2004, para BIEN (Basic Income Earth NetWork), para refletir o fato de que um número crescente de seus membros era de países em desenvolvimento e de outros países fora da Europa. Em 2010, <havia> redes nacionais florescendo em muitos países, incluindo Brasil, Canadá, Coreia do Sul, Estados Unidos, Japão e México, assim como Europa.

As principais reclamações feitas contra uma renda básica incondicional são as de que ela reduziria a oferta de trabalho, poderia ser inflacionária, seria inviável, seria usada por políticos populistas e seria uma “esmola”, uma recompensa para a preguiça e um imposto sobre as pessoas que trabalham. Todas essas afirmações foram respondidas por publicações da BIEN e outros trabalhos acadêmicos. No entanto, pensando nas vantagens da renda básica para o precariado, no que se refere aos principais recursos (e como pagar por isso), responderemos aqui a algumas dessas críticas.

Filosoficamente, uma renda básica pode ser pensada como um “dividendo social”, um retorno <de> um investimento passado. De modo geral, quem ataca a renda básica como se fosse o mesmo que dar alguma coisa em troca de nada são as pessoas que receberam alguma coisa em troca de nada, muitas vezes tendo herdado riquezas, pequenas ou grandes.

Isso leva a um argumento colocado elegantemente por Tom Paine (2005) em seu Agrarian Justice, de 1795. Toda pessoa rica em toda sociedade deve grande parte de sua boa sorte aos esforços de seus antepassados e aos esforços dos antepassados de pessoas menos ricas. Se todas as pessoas recebessem uma renda básica com a qual desenvolvessem suas capacidades, ela equivaleria a um dividendo dos esforços e da boa sorte daqueles que vieram antes. O precariado tem tanto direito a esse dividendo quanto qualquer outra pessoa.

Um passo desejável para uma renda básica é a integração dos sistemas fiscais e dos sistemas de benefícios. Em 2010, um avanço que movia o Reino Unido para uma renda básica veio do que muitos poderiam ter pensado ser uma direção improvável. Os planos do governo de coalizão para a reforma radical do sistema de benefícios fiscais reconheceram que o sistema de cinqüenta e um benefícios que o governo anterior havia construído, muitos deles com diferentes critérios de elegibilidade, era atordoante e repleto de perigos morais associados à pobreza e às armadilhas do desemprego. 

Ao combinar os benefícios estatais em dois - um Crédito Universal de Trabalho e um Crédito Universal de Vida - teria sido possível promover a integração de benefícios fiscais e facilitar um <aprofundamento> mais ordenado da retirada de benefícios na medida em que a renda recebida aumentasse. 

A integração poderia criar as circunstâncias para o surgimento de uma renda básica. Infelizmente, o ministro do Trabalho e da Previdência, um católico, foi persuadido a forçar os beneficiados a trabalhar, inaugurando o workfare e permitindo que os agentes comerciais tivessem o controle. Porém, a integração seria um passo para a reconstrução de um sistema de proteção social, com uma base universalista.

________________________
Redistribuir a segurança

O recurso da segurança tem vários elementos — social, econômico, cultural, político, etc. Estamos preocupados aqui com a dimensão econômica. A insegurança crônica é ruim em si mesma e é instrumentalmente ruim, afetando o desenvolvimento das capacidades e da personalidade do indivíduo. Se isto for verdade, então deveria haver uma estratégia para proporcionar segurança básica. O precariado está agitado justamente porque sofre de insegurança sistêmica.

Podemos ter segurança de mais ou de menos. Se tivermos pouca segurança, a irracionalidade prevalece; se tivermos muita, prevalece uma falta de cuidado e de responsabilidade. Uma ênfase na segurança pode se tornar reacionária, resistir à mudança e justificar controles regressivos.

No entanto, a segurança econômica básica ainda produziria a insegurança existencial (nos preocupamos com aqueles que amamos, a nossa segurança e saúde, etc.) e a insegurança do desenvolvimento (queremos desenvolver nossas capacidades e viver uma vida mais confortável, mas é preciso correr riscos para fazer isso). Além disso, para sermos racionais, tolerantes e compassivos, precisamos de um senso de estabilidade.  A segurança básica deve ser assegurada, e não é uma coisa que pode ser tirada de acordo com critérios pessoais, sem causa justa e comprovada.

Os utilitaristas e os neoliberais ignoram a necessidade de segurança econômica universal como um meio de permitir que internalizemos um comportamento baseado em princípios. Eles tendem a considerar como “outro” coletivo as pessoas que são um fracasso na sociedade de mercado. Ter como alvo um grupo de pessoas chamado de “pobres” é ter pena delas e condená-las praticamente na mesma medida. 

“Elas” <não> são merecedoras, <são> indignas ou transgressoras, devem ser benevolentemente ajudadas, remodeladas ou punidas, de acordo com a forma como nós, a boa gente, as julgamos. Falar dos “pobres” é falar de piedade, a qual se assemelha ao desprezo, como David Hume nos ensinou. “Elas” não são como “nós”. A resposta do precariado é que elas somos nós ou poderiam ser, em <algum> momento.

Pensar na segurança básica universal é deslocar o pensamento da pena para a solidariedade social e a compaixão. O seguro social consistia em produzir segurança em uma sociedade industrial. Não poderia funcionar agora e não funcionou muito bem na época. Mas o princípio da segurança solidária era louvável. Ele se perdeu na infinidade de programas dirigidos que buscavam eliminar o “indigno”. Que importa se 0,5% das pessoas são preguiçosas? Deveriam as políticas ser concebidas com esses 0,5% em mente ou dar segurança e liberdade para os 99,5% restantes, de modo que a sociedade tivesse uma vida menos ansiosa, mais relaxada?

Muitas políticas de controle concebidas pelos políticos, seus assessores e burocratas podem apelar para mentes preconceituosas e ganhar votos, mas elas são caras e, em grande medida, contraproducentes. É muito mais caro para o contribuinte forçar algumas pessoas improdutivas a ocuparem empregos improdutivos do que apenas deixá-las à deriva, se isso é realmente o que elas querem. Seria melhor oferecer conselhos imparciais, como um serviço, e não como uma sanção sutil.

A grande maioria das pessoas <não> se contentaria em viver apenas com uma renda básica. Elas querem trabalhar e estão animadas com a possibilidade de melhorar sua vida material e social. Perseguir uma pequena minoria por sua “preguiça” é sinal da nossa fraqueza, não de nosso mérito.

A esse respeito, um pequeno experimento realizado nas ruelas de Londres, em 2010, <produziu> lições comoventes. Perguntou-se a cada um dos sem-teto o que eles mais queriam; seus sonhos eram modestos, como convinha a sua situação. O dinheiro para realizar esses sonhos foi fornecido sem condições; alguns meses mais tarde, quase todos eles tinham deixado de ser sem-teto e um fardo para as autoridades locais. A economia que os contribuintes fizeram dando o dinheiro <equivaleu> a 50 vezes o valor dado.

A segurança básica consiste, em primeiro lugar, em ter uma incerteza moderada, não extrema; em segundo lugar, saber que se alguma coisa desse errado haveria maneiras acessíveis e comportamentalmente aceitáveis de superar; e em terceiro lugar, ter formas acessíveis e comportamentalmente toleráveis para se recuperar de um choque ou perigo.

Numa sociedade de mercado com programas de benefícios condicionais, opções privadas caras e pouca mobilidade social, essas condições não existem e devem ser construídas. O ponto de partida para o precariado é lidar com a incerteza, uma vez que ele é confrontado por coisas não seguráveis, coisas que ele “desconhece que desconhece”.

A necessidade de segurança 'ex ante extratificada' (em contraste com a segurança 'ex post oferecida' pelo seguro social, que lida com riscos de contingência específicos), é, portanto, uma razão para desejar que a boa sociedade do futuro inclua uma renda básica incondicional. Aqueles políticos ricos que tiveram bastante sorte de ter vivido à custa da previdência privada durante toda a vida deveriam saber que ter “previdência social por toda a vida” é o que todo mundo merece, não só eles. Somos todos “dependentes” dos outros ou, para ser mais preciso, somos “interdependentes”.

Faz parte da condição humana normal, não é algum vício ou doença. E fornecer a outros seres humanos a segurança básica não deve ser algo condicionado a algum comportamento moralmente determinado. Se determinado comportamento é inaceitável, ele deve ser tratado como uma questão jurídica, sujeita ao devido processo legal. A vinculação da proteção social com a condicionalidade visa ignorar a lei que, supostamente, é a mesma para todos.

A segurança básica é uma necessidade humana quase universal e um objetivo digno para a política estatal. Tentar fazer as pessoas “felizes” é uma artimanha manipuladora, enquanto proporcionar um esteio de segurança criaria uma condição necessária para que as pessoas fossem capazes de perseguir sua própria concepção de felicidade. A segurança econômica básica também é instrumentalmente benéfica. A insegurança produz estresse, o que diminui a capacidade de concentração e aprendizagem, afetando especialmente as partes do cérebro mais associadas com a memória de trabalho (Evans; Schamberg, 2009). 

Assim, para promover a igualdade de oportunidades, devemos procurar reduzir as diferenças de insegurança. Mais fundamentalmente, os psicólogos têm mostrado que as pessoas basicamente seguras são muito mais propensas a serem tolerantes e altruístas. É a insegurança socioeconômica crônica que está atiçando o neofascismo nos países ricos na medida em que eles enfrentam a atrasada redução dos padrões de vida trazida pela globalização.

Isso leva a uma primeira modificação possível da proposta para uma renda básica (ver também Standing, 2011). Sabemos que a economia globalizada produz mais insegurança econômica e é propensa à volatilidade, e que o precariado experimenta flutuações não seguráveis na insegurança econômica. Isso cria uma necessidade de estabilidade de renda e de estabilizadores econômicos automáticos. O último papel costumava ser desempenhado pelo seguro-desemprego e por outros benefícios da segurança social, mas estes têm encolhido. 

Se uma renda básica fosse vista como uma “concessão de estabilização econômica”, ela seria uma forma igualitária de reduzir a volatilidade econômica. Seria mais eficiente e equitativa do que a política monetária e fiscal convencional, e do que todos os subsídios deploráveis que promovem a ineficiência e uma série de efeitos de inércia e de substituição.

O valor do cartão de renda básica podia ser alterado contra ciclicamente. Quando as oportunidades de ganho fossem altas, o valor poderia ser menor, e quando as condições de recessão estivessem se espalhando, ele poderia ser aumentado. Para evitar o mau uso político, o nível da renda básica poderia ser definido por um organismo independente, incluindo representantes do precariado, bem como de outros interesses. 

Isso seria equivalente às corporações monetárias quase independentes criadas nos últimos anos. A sua missão seria ajustar o valor principal da concessão de renda básica de acordo com o crescimento econômico, como também <o> seu valor suplementar de acordo com a condição cíclica da economia. O objetivo é redistribuir a segurança básica de quem tem “muita segurança” para quem tem pouca ou nenhuma.
_________________________________
Redistribuir o capital financeiro

Há muitas maneiras de pagar a renda básica ou bolsas de estabilização. A questão contextual é que hoje as desigualdades são maiores do que já foram durante um bom tempo, e em muitos países elas são maiores do que foram em qualquer momento. Não há nenhuma evidência de que tais desigualdades sejam necessárias. Porém, grande parte dela se deve aos altos retornos para o capital financeiro. O precariado deveria obter uma parte desse capital.

Os governos dos países ricos perderam a oportunidade de reduzir a desigualdade após o choque do sistema bancário. Quando salvaram os bancos usando o dinheiro público, poderiam ter dado aos cidadãos uma participação permanente em seus patrimônios, requerendo um representante do interesse público na diretoria de todos os bancos, ou que todos recebessem assistência pública. Quando os bancos começaram a ter lucros novamente, um pouco teria retornado ao público que tinha efetivamente investido nos bancos. Não é tarde demais para fazer algo assim.

Duas reformas ajudariam. Em primeiro lugar, os subsídios para o capital e o emprego deveriam ser progressivamente eliminados. Eles não beneficiam o precariado e não são igualitários. Se a metade do dinheiro gasto para socorrer os bancos fosse alocada para concessões de estabilização econômica, uma <renda> mensal decente poderia ter sido dada a todos os cidadãos durante anos (Standing, 2011). Outros subsídios têm efeitos de distorção e contribuem para a ineficiência.

Em segundo lugar, é preciso encontrar maneiras de redistribuir parte dos altos retornos <do> capital financeiro, retornos que não têm qualquer relação com o trabalho de quem agora lucra com sua posição estratégica na economia global. Por que as pessoas com habilidades específicas - que sempre as aceitam como habilidades - deveriam viver uma vida econômica muito melhor do que outros que têm diferentes habilidades?

Os países ricos devem chegar a um acordo sobre serem economias rentistas. Não há nada de errado com o investimento de capital em economias de mercados emergentes e com o recebimento de dividendos justos, decorrentes do investimento. Esse lado da globalização deveria dar origem a uma situação de benefício mútuo, mas somente se alguns dos dividendos fossem distribuídos para os cidadãos e “habitantes” do país investidor.

Os fundos de riqueza (ou capital) soberanos, que já existem em quarenta países, são uma forma promissora de fazer isso. Se o rendimento auferido por tais fundos pudesse ser compartilhado, o precariado ganharia um meio de controle sobre suas vidas. É muito fácil para os economistas afirmar que os empregos surgirão em setores não negociáveis. O que estamos aprendendo é que a maioria das atividades é negociável. Esperar que os empregos sejam o meio para a redução da desigualdade é o mesmo que gritar aos surdos. Os empregos não vão desaparecer. Pensar o contrário é aceitar o “inchaço da falácia do trabalho”. Mas muitos, se não a maioria, vão ser mal pagos e inseguros.

Os fundos de capital podem ser usados para acumular retornos financeiros a fim de ajudar a pagar uma renda básica. Há precedentes. O Fundo Permanente do Alasca, fundado em 1976, foi criado para distribuir parte dos lucros da produção de petróleo para cada residente legal do Alasca. Isso continua acontecendo. Não é um modelo perfeito, uma vez que seu controle pode resultar na negligência relativa do precariado, ou dos futuros habitantes do Alasca, em relação aos habitantes de hoje. Mas, como o Fundo Norueguês, ele fornece o núcleo de um mecanismo de fundo de capital que poderia ser usado para financiar uma renda básica modesta, não importa como fosse chamada.

O precariado também seria beneficiado com as chamadas “taxas Tobin”, que incidem sobre as operações de capital especulativo. Há argumentos para se acreditar que a redução dos fluxos de capital de curto prazo seria benéfica em qualquer caso. E depois há os impostos ecológicos, destinados a compensar as externalidades causadas pela poluição e para retardar ou reverter o rápido esgotamento dos recursos. Em suma, não há nenhuma razão para pensar que uma renda básica universal seja inviável.

Internacionalmente, a recente legitimação das transferências de renda como instrumento de ajuda ao desenvolvimento é promissora. Inicialmente, elas foram aceitas como esquemas de curto prazo para situações de pós-choque, como depois de terremotos e inundações. Mais tarde, como observado anteriormente, os programas condicionais de transferência de renda varreram a América Latina. Os doadores e as organizações beneficentes se voltaram para eles. As transferências de renda, despojadas de sua falsa condicionalidade, deveriam se tornar a principal forma de ajuda, para garantir que o auxílio eleve os padrões de vida e não seja usado para fins regressivos ou corruptos.

Deveríamos pensar novamente sobre a redistribuição global da renda. Um livro da jurista Ayelet Shachar (2009), The Birthright Lottery [N.T.: A Loteria do Nascimento], defendeu um imposto de cidadania nos países ricos para ser redistribuído às pessoas dos países pobres, tratando os benefícios materiais da cidadania como propriedade, uma herança. Isso é semelhante ao argumento de Paine. Talvez seja algo utópico demais para aplicação imediata; no entanto, essa ideia se baseia na percepção de que a cidadania não é um direito natural, uma vez que as fronteiras são arbitrárias. Ela evoca uma ligação entre impostos vinculados e redistribuição via transferências básicas para as pessoas “desafortunadas o suficiente” para nascer nas regiões de baixa renda do mundo. A única razão para pensar que isso é utópico hoje é que, numa sociedade de mercado globalizada, espera-se que todos nós sejamos egoístas, não cidadãos globais.

Assim, não deveria haver nenhum receio em dizer que há formas <> de financiamento para uma renda básica tanto em países ricos quanto nos países em desenvolvimento. O desafio é político; apenas se o precariado puder exercer pressão suficiente sobre o processo de vontade política, o que é possível se tornará realidade. Felizmente, uma vez que ele exerce essa pressão, estão se acumulando evidências dos efeitos benéficos das transferências básicas de dinheiro em países que, há apenas alguns anos, teriam sido considerados como lugares onde a renda básica seria impossível.
_________________
Controlar o tempo

Uma renda básica também daria às pessoas mais controle sobre seu tempo. E seria uma resposta aos paternalistas libertários. Eles acreditam que as pessoas não podem tomar decisões racionais porque se deparam com informação demais. Nesse caso, deveriam favorecer políticas que propiciassem às pessoas mais tempo para tomarem decisões racionais. As pessoas também precisam de tempo para realizar trabalho por tarefa e outras formas de trabalho que não sejam emprego. Vamos devagar. Precisamos de um movimento Slow Time, na mesma linha do movimento Slow Food; ambos fundamentais ao localismo.

Há poucos expedientes para permitir que as pessoas desacelerem. Em vez disso, a política fiscal e a social “recompensam” a tarefa e penalizam quem opta por menos tarefas. As pessoas que desejam menos tarefa são duplamente penalizadas, não só por receberem salários mais baixos, mas também por perderem o direito aos chamados “direitos sociais”, como as pensões.

Uma renda básica, desvinculada do emprego, seria desmercadorizada na medida em que daria às pessoas uma maior capacidade de viver fora do mercado e estar sob menos pressão das tarefas. Porém, ela poderia aumentar a quantidade de tarefa, permitindo que as pessoas entrassem e saíssem do mercado de trabalho com mais facilidade. Em outras palavras, poderia induzir a mais tarefa, mas o faria em condições de maior segurança e independência das pressões de mercado. Uma renda básica também permitiria aos cidadãos aceitar baixos salários e negociar com mais veemência. Se eles julgassem que determinada quantia é tudo o que um potencial empregador pode pagar, poderiam assumir o emprego, desde que tivessem o suficiente com que viver.

A necessidade de recuperar o controle sobre o tempo é extremamente importante. Precisamos dele para tomar decisões sobre gestão de riscos. Alguns paternalistas libertários afirmam que a educação não melhora a capacidade das pessoas para tomar boas decisões, justificando seus estímulos e uso de práticas ameaçadoras que parecem incentivos. No entanto, uma pesquisa no Reino Unido concluiu que os investidores identificaram a falta de tempo como a principal barreira para a gestão de riscos (Grene, 2009). 

Os riscos podem ser explicados de modo que as pessoas possam fazer escolhas racionais. Os médicos <poderiam> comunicar o risco aos pacientes, <para que> <> fizessem parte de uma “escolha consciente”. Podemos chamar a atenção das pessoas para os resultados estatísticos. Os profissionais de serviços financeiros <poderiam> ser obrigados a aceitar uma definição mais ampla de risco e a se envolverem com os consumidores para que estes tomem decisões mais racionais, através de uma “ferramenta de comunicação e reconhecimento de risco”. O importante é que as pessoas precisam de tempo para ponderar os riscos, desde que as políticas garantam que a informação adequada seja disponibilizada.

Isso lembra uma das piores armadilhas da precariedade. O precariado se depara com um arrocho do tempo a partir dos retornos cada vez menores <do> emprego e da pressão para realizar mais trabalho por tarefa e trabalho para reprodução, em parte porque seus membros não podem se dar ao luxo de pagar por substitutos. Ansiosos e inseguros a ponto de estarem “esgotados”, eles precisam realizar uma quantidade excessiva de trabalho por tarefa e são incapazes de digerir e usar a informação que recebem. A renda básica lhes daria um controle maior do tempo e, assim, os ajudaria a tomar decisões mais racionais.
________________________
Recuperar a área pública

Finalmente, há uma má distribuição do espaço público de qualidade. Isso tem duas dimensões relevantes. A maioria das pessoas informadas reconhece a ameaça ecológica assustadora representada pelo aquecimento global, pela poluição e pelo desaparecimento de espécies. No entanto, grande parte da elite e das camadas superiores da classe assalariada realmente não se importa. Sua riqueza e suas conexões podem garantir que não serão atingidos. Eles podem fugir para suas ilhas no claro mar azul e seus retiros na montanha. 

Querem altas taxas de crescimento econômico para aumentar sua renda e riqueza, não importando a destruição ecológica causada pelo esgotamento de recursos. Naturalmente, é o precariado que é a classe verde no debate por uma sociedade mais igualitária, em que as atividades de partilha e de reprodução e conservação de recursos são priorizadas. O rápido crescimento só é necessário a fim de manter as desigualdades grotescas que a globalização produziu. Precisamos diminuir a velocidade tanto para reduzir o estresse do trabalho e do consumo frenéticos quanto para <recuperar> a natureza.

O precariado também deve lutar por <um espaço> comum viável, mas precisa de um espaço público rico. Talvez os atos mais reveladores da ex-primeira-ministra britânica Margaret Thatcher — que arquitetou o neoliberalismo tão reverenciado pelos sucessores, Tony Blair e David Cameron - fossem as vendas em massa de habitação social e os campos esportivos e outras instalações ligadas às escolas públicas. Isso <restringe> o espaço público para os cidadãos de baixa renda e os “habitantes”.

Três décadas mais tarde, a política culminou nas medidas de austeridade de 2010. E <determinou> o fechamento de centenas de bibliotecas públicas, assim como têm acontecido nos Estados Unidos. Estes são lugares públicos preciosos para o precariado. O financiamento do esporte para as escolas públicas é alvo de grandes cortes, com os clubes frequentados após o horário escolar enfrentando a devastação. Outras instalações públicas estão sendo cortadas ou terão preços fora de <alcance>. 

E o zoneamento urbano de residência se tornará mais sistêmico. A venda de habitações sociais criou uma escassez de moradia com aluguel a preços acessíveis para pessoas de baixa renda nas vilas e cidades. O aluguel de acomodações privadas subiu, aumentando os montantes pagos a título de subsídio de habitação para as pessoas de baixa renda. Quando o governo buscou a poupança fiscal, o benefício de habitação <foi> um alvo fácil.

Ele pretende restringir os níveis de benefícios para 30% das casas mais baratas em uma área e fixar um teto para o montante que uma família pode receber. As reformas estão fadadas a levar as pessoas de baixa renda para fora das áreas de alto custo e alto padrão de vida, o que o prefeito de Londres, um conservador, chamou de “limpeza social” e o Arcebispo de Canterbury chamou de “zoneamento social”.

Perversamente, a mudança tornará o mercado de trabalho mais caótico. Como as pessoas de baixa renda e aquelas relativamente ignorantes se concentram em áreas de baixa renda, as oportunidades de emprego vão se concentrar nas áreas de renda mais alta. Os bolsões de pobreza e <> desemprego vão se tornar zonas ou mesmo guetos, da mesma maneira que alguns banlieues de Paris são centros de privação, insegurança, desemprego e crime de sobrevivência. E da mesma maneira que cidades da África do Sul, zoneadas sob o apartheid, permanecem fragmentadas em áreas fechadas muito bem vigiadas e sob a efervescente raiva dos moradores.

Há também a necessidade de espaços públicos mais seguros em que o precariado possa se reunir e desenvolver a amizade pública cívica. A esfera pública precisa ser restabelecida. O sociólogo e filósofo Jürgen Habermas, lamentando a fragmentação da esfera pública, referiu-se às cafeterias de Londres do século XVIII, aos salões de Paris e às “conversas à mesa” da Alemanha. Sua visão, infundida de nostalgia, é que a esfera pública foi morta pelo Estado do bem-estar social, pelos meios de comunicação de massa, pelas relações públicas e pelo enfraquecimento da política parlamentar por parte dos partidos políticos. Está implícita uma crença de que, se tivéssemos “habitantes” esclarecidos, frequentadores de cafeterias, a democracia reviveria.

Isso tem sua importância na medida em que, enquanto o precariado é a classe emergente que povoa as modernas cafeterias, bares, cibercafés e redes sociais, há um déficit deliberativo. Habermas descreveu a internet como geradora de uma onda anárquica de circuitos fragmentados de comunicação que não poderiam produzir uma esfera pública. Bastante justo. Mas ele é muito pessimista. O precariado pode até ter a oferta de um espaço público fragmentado, mas ele deve lutar por um espaço onde a democracia deliberativa possa ser revivida. E uma renda básica pode ajudar até mesmo aqui.
_________________
Subsídios de ócio

Um aspecto preocupante da sociedade de trabalhadores regulares é a perda do respeito pelo ócio no sentido grego de schole. Essa perda do respeito acompanha o privativismo cívico e um individualismo baseado no materialismo bruto. Para a saúde da sociedade e <de> nós mesmos, precisamos de mecanismos para inverter a tendência.

A democracia frágil, a mercadorização da política e o poder das relações públicas e do dinheiro da elite <trazem o> risco <do> fortalecimento de uma tirania da maioria e uma difamação perniciosa da não conformidade. Como um contra movimento, o precariado precisa de mecanismos para gerar a democracia deliberativa. Isso promove valores de universalismo e altruísmo, uma vez que incentiva as pessoas a pensar em termos de “véu de ignorância” e se afastar do ponto de vista influenciado por sua posição ao longo do espectro social e econômico. No entanto, a democracia deliberativa requer a participação ativa, o que não pode ser feito por pessoas distraídas, alimentadas com uma dieta de lugares-comuns e chavões. Ela exige debate, contato visual, linguagem corporal, escuta e reflexão.

Na antiga Atenas, um dispositivo de pedra chamado kleroterion era usado para selecionar aleatoriamente 500 pessoas para fazer política, entre 50 mil cidadãos. Isso era anti democrático, visto que as mulheres e os escravos eram excluídos. Mas se assemelha à democracia deliberativa. Uma pesquisa feita por James Eishkin, Bruce Ackerman e outros indica que as discussões públicas muitas vezes levavam a visões <menos> populistas. 

Um experimento realizado em Michigan, atingida pela recessão, levou a um crescimento do apoio ao aumento dos impostos, nesse caso do imposto de renda, de 27% para 45%. Nesses experimentos, as maiores mudanças de opinião vêm das pessoas que adquirem mais conhecimento. Isso não significa que as mudanças são sempre desejáveis. Mas de fato indica que a deliberação faz a diferença. Experimentos psicológicos anteriores descobriram que quem tem segurança econômica básica é mais altruísta, tolerante e igualitário do que quem é economicamente inseguro, e as deliberações desse grupo, em relação a propostas relacionadas, levaram a um apoio ainda maior para fornecer às pessoas um piso de garantia de segurança (Frohlich; Oppenheimer, 1992).

Alguns defendem o uso da internet para administrar a democracia deliberativa, por meio de pesquisas. Ela tem sido usada na Grécia e na China por alguns projetos, como para determinar de que maneira um fundo de infraestrutura local deveria ser alocado em Zeguo, na China. Está sendo considerada uma válvula de segurança para a pressão social. No entanto, embora o uso da internet possa ser fascinante, ela não pode substituir a concentração envolvida na participação física do público.

Portanto, vale a pena considerar uma variante de subsídios de renda básica que poderiam ajudar a desviar o precariado para longe do populismo. Isso é exigir que todos que têm direito a um subsídio de renda básica, quando registram a elegibilidade, assumam um compromisso moral de votar nas eleições nacionais e locais, e participar de pelo menos uma reunião local por ano, convocada para discutir questões políticas atuais. Tal compromisso não deveria ser juridicamente obrigatório, com sanções; deveria ser apenas um reconhecimento de responsabilidade cívica, como convém a um etos de igualitarismo emancipatório.

Mesmo sem o compromisso moral, uma renda básica seria um instrumento para incentivar a democracia deliberativa. A democracia frágil é susceptível de ser capturada pelas elites ou por agendas populistas. Se as democracias são menos corruptas do que as não democracias, como estima a Transparência Internacional, então as medidas pró-participação fortaleceriam a democracia. E, supondo uma relação linear entre o grau de democracia e a corrupção, isso reduziria a corrupção. Com o baixo comparecimento às urnas, é mais provável que os candidatos entrincheirados vençam. O precariado e os proficians, refletindo sua forma de vida mais nômade, são mais propensos a mudar para os políticos considerados de confiança. Muitas eleições são decididas por quem não vota. Isso não pode trazer um bom resultado.

Os subsídios de trabalho e ócio podem ser relacionados ao novo entusiasmo pelo “localismo”. O desejo de descentralização sob a rubrica de uma “era pós-burocrática” é sedutor, favorecido tanto pelos social-democratas quanto pelos conservadores. No Reino Unido, os conservadores inventaram habilmente o termo Big Society, um vago eufemismo que parece abraçar o localismo e um maior papel para a sociedade civil e o trabalho voluntário. A usina de ideias Demos também enfatizou o localismo em seu folheto The Liberal Republic (Reeves; Collins, 2009), que o associou a “uma vida auto escrita”, em que a autonomia individual é fundamental na formação da versão de Boa Vida do indivíduo.

Existem problemas pela frente. O localismo pode acompanhar o zoneamento social, com as áreas ricas ganhando em detrimento de outras. Ele negligencia a necessidade de liberdade de associação, e não apenas a autonomia individual, o que deixaria o precariado em desvantagem. A sociedade civil pode ser dominada pelos ricos e bem conectados. E o localismo poderia conduzir a mais paternalismo. Ele já é associado a medidas para promover o “comportamento pró-social”. <Cuja> ideia é permitir que os cidadãos votem a respeito de como o dinheiro deve ser gasto em seu bairro, em troca de fazerem um trabalho voluntário ou de participarem de reuniões públicas. 

Essa forma de condicionalidade ameaça os princípios da democracia. Votar é um direito universal, e o objetivo deveria ser aumentar a democracia deliberativa, e não criar indivíduos integrados e não integrados. Além disso, o localismo só poderia ter sucesso se as pessoas estivessem civicamente empenhadas; e associar o direito de subsídio a um compromisso moral <em> participar da atividade democrática seria a melhor maneira de seguir em frente.

Um plano que agradaria aos progressistas seria elevar o nível de votação, tendo em mente que, onde isso acontece, a propensão para apoiar valores liberais ou progressistas aumenta. O Brasil tem o voto obrigatório, e pode ser por isso que nesse país tem havido pouco apoio para o neoliberalismo. Um grande número de pobres, que pagam pouco imposto, mas ganham benefícios do Estado, empurram os políticos para a esquerda, na política social. Desse modo, os progressistas deveriam aumentar o número de eleitores, uma razão para que eles apoiem subsídios <não> condicionados ao ócio. O voto obrigatório pode ser o motivo que levará o Brasil a introduzir uma renda básica antes de outros países, e talvez, também por causa dele, o compromisso com a renda básica tenha sido aprovado em lei em 2004.

Há um precedente para a ligação da participação política aos subsídios de renda básica. Em 403 a.C., em Atenas, os cidadãos foram agraciados com um pequeno subsídio como símbolo para a sua participação na vida da polis. Recebê-lo era uma questão de honra e um incentivo para assumir a responsabilidade na condução dos assuntos públicos.
__________
Conclusões
O precariado em breve poderá descobrir que tem muito mais amigos. Vale a pena lembrar a famosa advertência atribuída ao pastor Martin Niemõller na ascensão do nazismo na Alemanha nos anos 1930:
Primeiro eles vieram buscar os comunistas, e eu não protestei porque não era comunista.
Depois vieram buscar os sindicalistas, e eu não protestei porque não era sindicalista. 
Depois vieram buscar os judeus, e eu não protestei porque não era judeu. 
Depois vieram me buscar e a essa altura, não havia ninguém para protestar.

A advertência é relevante porque a classe perigosa está sendo desencaminhada por demagogos como Berlusconi, dissidentes como Sarah Palin e neofascistas em outros lugares. Enquanto a centro-direita está sendo arrastada mais para a direita a fim de manter seus constituintes, a centro-esquerda política está cedendo terreno e perdendo votos. <Está em risco de perder a credibilidade de uma geração>. Por muito tempo, tem representado os interesses do “emprego” e defendido uma forma mortal de vida e uma maneira mortal de trabalhar. 

A nova classe é o precariado; a menos que os progressistas do mundo ofereçam uma política de paraíso, essa classe toda vai ser muito propensa a ouvir as sereias atraindo a sociedade para os rochedos. Os centristas vão se unir no apoio a um novo consenso progressista, porque eles não têm mais para onde ir. Quanto mais cedo eles se unirem, melhor. O precariado não é vítima, vilão ou herói - é apenas um monte de gente como nós.


[páginas 256 a 270] de:

Precariado-A Nova Classe Perigosa
Sumário
Prefácio à edição brasileira......................................7
Prof. Dr. David Calderoni
Prefácio...............................................................11
Lista de abreviações............................................. 13
Capítulo 1 - 0 precariado .......................................15
Capítulo 2 - Por que o precariado está crescendo?..... 49
Capítulo 3 - Quem ingressa no precariado?................97
Capítulo 4 - Migrantes: vítimas, vilões ou heróis?..... 141
Capítulo 5 - Tarefa, trabalho e o arrocho do tempo ...177
Capítulo 6 - Uma política de inferno....................... 201
Capítulo 7 - Uma política de paraíso.......................233


Guy Standing - O Precariado. A Nova Classe Perigosa 
>>> PDF disponível aqui:

https://www.facebook.com/InternetocraciaBrasil/photos/a.283977441693082.64614.283922491698577/1228633827227434/?type=3&theater

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Livro "O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão" - Filme InterReflections

[SINAPSES] Livro "O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão" - Filme InterReflections: (...) procuram evitar maior desestabilização do mundo, em meados do século 21, estrategicamente deslocando o foco tecnológico de "armamentismo" para "sobrevivêncialismo". 

YouTube: InterReflections, Film Trailer (Extended), by Peter Joseph

>> Publicado em 20 de janeiro de 2017
      InterReflections é um filme experimental de Peter Joseph, de gênero mixado e narrativo, adaptação de seu livro 'O Novo Movimento de Direitos Humanos'.

>> Published on Jan 20, 2017
     InterReflections is an experimental, mixed genre narrative feature film by Peter Joseph, adapted from his book The New Human Rights Movement.

     Esta é o primeiro de uma trilogia sobre uma revolução global fictícia. Ocorrendo em três estruturas de tempo, a linha de pensamento é conectada pela história de Concordia - um grupo hacktivistas composto originalmente de desertores militares de alto nível, de todo o mundo. 

     Eles procuram evitar maior desestabilização do mundo, em meados do século 21, estrategicamente deslocando o foco tecnológico de "armamentismo" para "sobrevivêncialismo". 

   Ao longo dos três filmes, o público será levado em uma jornada de transformação global (e intelectual), ao mesmo tempo em que destaca os potenciais sociais reais (e problemas) que temos, ou estamos em marcha de ter, enquanto o tempo se desenrola.

https://www.youtube.com/watch?v=_W5eOZev4CQ
Paulo Murilo compartilhou um link no grupo Zeitgeist Brasil.
28 de janeiro às 20:06 
Legendei, e postei no meu canal. Segue o trailer do InterReflections do Peter Joseph.
InterReflexões | InterReflections Trailer Peter Joseph 2017 Leg. PT- BR
Publicado em 28 de jan de 2017
Trailer da novo filme do criador da trilogia Zeigeist, Peter Joseph, que será também uma trilogia chamada InterReflections.
https://www.youtube.com/watch?v=eG2cvGq4gfQ

_____________
amazon.com.br
The New Human Rights Movement: Reinventing the Economy to End Oppression
"O Novo Movimento dos Direitos Humanos: Reinventando a Economia para Acabar com a Opressão"

     SINOPSE: O Novo Movimento dos Direitos Humanos revela a importância crítica de um ativismo unificado nesta direção, através da compreensão e do trabalho para alterar a injustiça inerente ao nosso sistema social atual. Este livro não só adverte contra "o que está na loja", se continuarmos a ignorar a nossa sociedade falida, mas também revela o futuro positivo possível, se tivermos sucesso.

      Livro em pré-venda aqui (Entrega em 21/03/2017):


______________
Para continuar o suporte para este projeto, você pode contribuir para a campanha IndieGogo existente aqui:


$100,615 USD total funds raised
161% funded on June 3, 2015

$ 100,615 USD total arrecadado
161% financiado em 3 de junho de 2015


______________
The New Human Rights Movement: Reinventing the Economy to End Oppression


______________
A sociedade está falida. Podemos projetar nosso caminho para algo melhor.

     Em nosso mundo cada vez mais interconectado, o interesse pessoal e o interesse social estão rapidamente se tornando indistinguíveis. Se os oceanos morrem, se a sociedade se fratura, ou se o aquecimento global espirala fora do controle, o sucesso pessoal torna-se sem sentido. Mas nosso sistema falido incentiva o comportamento que só torna esses problemas piores. Se o verdadeiro progresso dos direitos humanos deve ser alcançado hoje, é hora de cavar mais fundo - repensando a própria base do nosso sistema social.

     Neste importante trabalho, Peter Joseph, fundador do maior movimento social de base do mundo - o Movimento Zeitgeist - extrai argumentos da economia, da história, da filosofia e da moderna pesquisa em saúde pública, para apresentar um argumento ousado para repensar o ativismo no século XXI .

   A sabedoria convencional vê a pobreza, a opressão social e a crescente perda da saúde pública como efeitos colaterais infelizes e imutáveis do modo de vida. O Novo Movimento de Direitos Humanos argumenta que esses resultados são, de fato, artificiais - apenas naturais para nosso sistema econômico desatualizado. Os ativistas sociais nunca conseguirão melhorar drasticamente a vida humana neste planeta até que compreendam as razões estruturais por que esses problemas existem.

  Argumentando contra a longa narrativa de escassez universal e outros mitos penetrantes e legitimadores que defendem a atual situação, o Novo Movimento de Direitos Humanos apresenta, em última instância, o argumento a favor de uma abordagem econômica atualizada. Joseph explora o potencial dessa grande mudança social e como podemos projetar nosso caminho para um mundo pós-escassez - um mundo onde a pobreza não existe e a família humana torna-se verdadeiramente sustentável.

    O Novo Movimento pelos Direitos Humanos revela a importância crítica de um ativismo unificado nesta direção, através da compreensão e do trabalho para alterar a injustiça inerente ao nosso sistema social atual. Não só adverte contra o que "está na loja" se continuarmos a ignorar a nossa sociedade falida, mas também revela o futuro positivo possível se tivermos sucesso.

         Você vai se juntar ao movimento?



_______________________
Junte-se a nós. Conhecendo:

         The Zeitgeist Movement - Uma Nova Forma de Pensar

         - nossa Visão do Estado Atual da Transição Global, 

       - nossas Propostas para um URGENTE Novo Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social, não mais baseado em Crenças e Tradições, mas nos valendo no qua aprendemos recentemente, através da Ciência, sobre as Leis Naturais que nos condicionam.

Como?

         Através da leitura e disseminação do conteúdo do livro GRATUITO:

         TZM Defined: Uma Nova Forma de Pensar
         BY TIME MZBLOG · 15 DE SETEMBRO DE 2015

     O livro “The Zeitgeist Movement Defined: Realizing a new train of thought“,  finalmente conta com uma versão em português brasileiro. Após pouco mais de um ano de trabalho do Brazilian Linguistic Team, estão disponíveis as versões em .pdf, .mobi e .epub, além do site “Uma Nova Forma de Pensar”, dedicado à divulgação da publicação ainda durante o processo de tradução. Esta é uma das principais referências para os membros do MZ e demais pessoas interessadas em compreender os motivos do colapso do sistema capitalista e a viabilidade de uma economia baseada em recursos (EBR).

     Este projeto contou com o trabalho de uma grande equipe que se dedicou a traduzir, revisar e formatar o livro, em um  esforço colaborativo voluntário, que uniu pessoas de todo o Brasil (algumas até em outros países). A todos que colaboraram de alguma forma, agradecemos!!! :)

Esperamos que todos façam uma boa leitura!


         Versões em .pdf, .mobi e .epub


         “Uma Nova Forma de Pensar” - em Português:


___________
O TZM [The Zeitgeist Movement] é uma Organização de Voluntários para ATIVISMO FACILITADOR DE APRENDIZAGEM GLOBAL - de um Novo Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social (Uma Nova Forma de Pensar) - que se REALIZE em incontáveis EXPERIMENTOS LOCAIS:

     "Portanto, a ÚNICA via de transição para uma VERDADEIRA economia baseada em recursos é de forma completa e absolutamente voluntária, de baixo pra cima, e nada mais irá funcionar. Caso contrário, não seria realmente uma Economia Baseada em Recursos, para começo de conversa. E haveria tanta reação durante o período de transição que a proposta seria condenada desde o princípio, como aconteceu com o comunismo. Líderes poderiam fazer a sugestão, mas nunca forçá-la. Assim violariam um dos princípios fundamentais de uma Economia Baseada em Recursos — a participação voluntária." (...)

     "Na realidade, é apenas compreendendo o ponto de vista alheio, superando nossas diferenças, construindo com base nas nossas forças e semelhanças, comprometendo-se de acordo com as necessidades, cultivando e praticando esses princípios através da vivência e do trabalho coletivo, e criando algo maior do que nós mesmos, que seremos capazes de edificar uma sociedade que se assemelhe a uma legítima Economia Baseada em Recursos." (...)

     É por isso que estamos sendo chamados para construir comunidades sustentáveis, providas de energia com sua própria tecnologia verde, que produzam seu próprio alimento, sua própria água, utilizando-se de tecnologias como FarmBot [https://farmbot.io/], aquaponia e permacultura (entre outras citadas no texto). Devemos produzir muitas coisas localmente, utilizando impressão 3D, Contour Crafting [http://www.contourcrafting.org/] reciclando os resíduos e, além disso, desenvolvendo mais projetos open source, similares ao Global Village Construction Set [http://opensourceecology.org/gvcs/]. 

     Exemplos de lugares como  Regen Villages [http://www.regenvillages.com/] e Tamera [https://www.tamera.org/index.html] podem ser usados como modelos e seus sucessos replicados. É hora de compartilhar nossas ideias e, com franqueza, trabalharmos juntos para alcançar o melhor de todos, praticando princípios como os que One Community Global [http://www.onecommunityglobal.org/] estabeleceu. Muito progresso será feito quando começarmos a colaborar mais, via plataformas como TheTransition.org [http://www.thetransition.org/] e apoiarmos uns aos outros em nossos esforços para desenvolvermos novas tecnologias e trabalharmos juntos em cooperativas como Mondragon [http://www.mondragon-corporation.com/eng/] and Evergreen [http://www.evgoh.com/].


TRECHOS ACIMA EXTRAÍDOS DE:
Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada
Comunidades Alternativas, Comunismo, Economia & Aquisição de Recursos Durante o Período de Transição, Começando, Economia Baseada em Recursos, A Ideia Básica

=========================
Porque consideramos URGENTE esta Reforma de Paradigma Cultural / Econômico / Político / Social:

______
Mão de obra barata dá lugar às máquinas - China passará ao topo dos cinco maiores mercados globais de robôs - THE WALL STREET JOURNAL

A QUARTA REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

Impacto sobre as economias em desenvolvimento

     Há um cenário desafiador para os países de baixa renda, isto é, saber se a quarta revolução industrial levará a uma grande "migração" das fabricantes mundiais para as economias avançadas, algo bastante possível caso o acesso a baixos salários deixe de ser um fator de competitividade das empresas.

     A capacidade de desenvolver fortes setores da indústria transformadora que sirvam à economia global com base nas vantagens dos custos é um caminho de desenvolvimento já muito utilizado para que os países acumulem capital, transfiram tecnologia e aumentem os rendimentos. Caso esse caminho se feche, muitos países terão de repensar seus modelos e estrategias de industrialização. Se e como as economias em desenvolvimento podem aproveitar as oportunidades da quarta revolução industrial será uma questão importantíssima para o mundo; é essencial que sejam feitas mais pesquisas e reflexões para compreendermos, desenvolvermos e adaptarmos as estratégias necessárias.

     O perigo é que a quarta revolução industrial poderia causar uma dinâmica de jogadas do tipo "tudo ao vencedor" entre países, bem como dentro deles. Isso causaria um maior número de conflitos e tensões sociais e criaria um mundo menos coeso e mais volátil, especialmente porque a pessoas estão hoje muito mais conscientes e sensíveis às injustiças sociais e às discrepâncias das condições de vida entre diferentes países.

         LEIA MAIS:
https://www.facebook.com/automacaoInteligenciaorganizacional01/photos/a.648435865360280.1073741828.648414898695710/696175917252941/?type=3&theater

______
3 questões que possivelmente sintetizam a fragilidade da Economia de Mercado Capitalista, e que impossibilitariam este modelo de prosseguir indefinidamente. Você concorda com elas?

#3-questões, #Desemprego_Tecnológico, #Movimento_Zeitgeist, #Sustentabilidade, #Violência_Estrutural

      (1) Dado que a economia de mercado requer consumo a fim de manter demanda para emprego humano e promover crescimento econômico, existe um incentivo estrutural para reduzir o uso de recursos, a perda de biodiversidade, a emissão global de poluição e contribuir para a crescente necessidade de melhorar a sustentabilidade ecológica no mundo atualmente?

     (2) Em um sistema econômico em que as empresas procuram limitar seus custos de produção a fim de maximizar lucros e permanecer competitivas contra outros produtores, qual é o incentivo estrutural existente para manter os seres humanos empregados, no despertar de uma condição tecnológica emergente, onde a maioria dos trabalhos podem ser realizados de forma mais barata e eficaz através da automação?

     (3) Em um sistema econômico que, inerentemente, gera estratificação de classes e a desigualdade em geral, como os efeitos da “violência estrutural” (um fenômeno, observado por pesquisadores de saúde pública, que mata mais de 18 milhões por ano, gerando uma vasta gama de malefícios tanto sistêmicos, como distúrbios comportamentais, emocionais e físicos) podem ser minimizados ou até mesmo removidos?


         LEIA MAIS:
http://reflexeseconmicas.blogspot.com.br/2015/01/3-questoes-que-possivelmente-sintetizam.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada


Comunismo VS. Economia Baseada em Recursos - Um Guia Definitivo e Como a EBR Será Originada

Comunidades Alternativas, Comunismo, Economia & Aquisição de Recursos Durante o Período de Transição, Começando, Economia Baseada em Recursos, A Ideia Básica


Tradução de:
Communism VS. Resource Based Economy – A Definitive Guide & How RBE Will Arise

by Matt Holten | Jan 9, 2017 | Alternative Communities, Communism, Economy & Acquiring Resources During Transition Period, Getting it Started, Resource Based Economy, The Basic Idea | 


Um dos tópicos mais quentes quando se trata de uma Economia Baseada em Recursos é exatamente o quão próxima está do comunismo, como eles diferem, e se eles são ou não essencialmente a mesma coisa. Este tem sido o tema de muito debate e tem produzido algumas discussões bastante aquecidas em mais do que  alguns fóruns on-line, alguns dos quais você, provavelmente, tem sido testemunha se você esteve em torno da comunidade para qualquer período decente de tempo. Uma vez que o comunismo pode ser um assunto muito passional para muitos indivíduos (e com razão, considerando que sua tentativa de implementação literalmente matou milhões de pessoas, no passado), imaginamos que deveríamos tentar esclarecer algumas coisas. E com a quantidade de desinformação lá fora, sobre este assunto, já é hora de alguém dar uma resposta definitiva, informativa e honesta para esta questão.

Então, a questão de um milhão de dólares - É a "Economia Baseada em Recursos" apenas uma fantasia, uma maneira nova-era de dizer "Comunismo"?

Resposta curta: Sim e Não

Resposta ligeiramente mais longa: Depende de quem você escuta, de que definição específica / forma de comunismo você está falando, e até de sua interpretação de algumas coisas.

E, para aqueles de vocês, que simplesmente querem conhecer todos os detalhes ...


O QUE, EXATAMENTE, É COMUNISMO?

Embora a idéia do comunismo, em si, tenha estado por aí já há algum tempo, traçando sua história de volta, literalmente, a milhares de anos, tornou-se popular nos dias modernos através das obras de Karl Marx e Friedrich Engels, que viveram em meados do século XIX e escreveram o famoso "Manifesto Comunista", amplamente difundido. Foi neste documento, bem como em algumas outras obras menos conhecidas que produziram na mesma época, que as idéias gerais, do que entendemos como comunismo moderno, tomaram forma.

É importante notar, no entanto, que este foi apenas o começo do que estava prestes a acontecer. Embora esboçassem as idéias do que era o comunismo, como poderíamos chegar lá e os eventos que poderiam eventualmente acontecer, havia muito espaço para a interpretação e implementação individuais, o que tornou o assunto muito mais complexo. Suas idéias foram tão amplamente adotadas, adaptadas, debatidas e reconstruídas, que entre o que existe apenas na teoria, o que existiu no passado e o que realmente existe hoje, há tantas formas diferentes de comunismo como há diferentes marcas de carros na estrada.

É por isso que é difícil identificar um único significado de comunismo e exatamente o que ele implica. Realmente depende de onde você olha e quem você questiona. Mesmo a definição do termo geral "comunismo" varia, simplesmente dependendo de qual fonte você consulta, e não é fácil obter uma resposta direta sobre exatamente de onde todos elas vêm. Você quase tem que ser um estudioso para entender todos os detalhes deste assunto.

Vá  para um site e soa como uma utopia altruísta. Leia um pouco mais e soa como algo saído de um pesadelo Orwelliano.

Por exemplo, tome apenas o que é encontrado no Dictionary.com:

"1. Uma teoria ou sistema de organização social baseado na posse de todos os bens em comum, a propriedade real sendo atribuída à comunidade como um todo ou ao Estado.
2. (muitas vezes iniciado com letra maiúscula) um sistema de organização social em que toda a atividade econômica e social é controlada por um estado totalitário dominado por um único e auto-perpetuador partido político."

E isso continua ...

"Definições do British Dictionary para o comunismo
1. defesa de uma sociedade sem classes, na qual a propriedade privada tenha sido abolida e os meios de produção e subsistência pertençam à comunidade
2. qualquer movimento ou doutrina social, econômica ou política que vise alcançar tal sociedade
3. (geralmente com letra maiúscula), um movimento político baseado nos escritos de Marx que considera a história em termos de conflito de classes e de luta revolucionária, resultando eventualmente na vitória do proletariado e no estabelecimento de uma ordem socialista baseada na propriedade pública dos meios de Produção Veja também Marxismo, Marxismo-Leninismo, socialismo"

Eu poderia listar muitas mais definições curtas, de outras fontes, que soam diferentes, mas eu acho que você entendeu o ponto.

E isso destaca perfeitamente uma das principais diferenças entre o comunismo e uma economia baseada em recursos. Você entende por que você tem tantas definições quando entende ...

"COMUNISMO, A TEORIA" NÃO É O MESMO QUE UMA "SOCIEDADE COMUNISTA"

E ambas são muito diferentes do atualmente praticado "estado comunista" - uma variação do Marxismo/Leninismo.

Este é o "momento ah-ha" que você estava esperando.

A principal diferença entre uma economia baseada em recursos e o comunismo é que a idéia de comunismo em si é uma {teoria da progressão de uma sociedade} - e muitos detalhes variados têm a ver exatamente com {onde uma determinada sociedade está ao longo dessa progressão} e também {como exatamente ela termina no comunismo final, completo}, ou o que é conhecido como uma {"sociedade comunista"}.

Na realidade, quando a maioria das pessoas se refere ao comunismo (especialmente quando dizem que ainda usa dinheiro, governo ou classe social), eles estão realmente se referindo a um estado comunista. Que é como China, Cuba e Vietnã são atualmente governados. O problema com o estado comunista é que ele dá oportunidade a seus líderes de aproveitar e abusar do sistema e, conseqüentemente, o estado comunista moderno é muitas vezes caracterizado por corrupção maciça, pobreza e desigualdade de riqueza, com os poucos no comando  colhendo a maioria dos benefícios.

Na realidade, isso é simplesmente mais uma forma de capitalismo governamental, que não é nada parecido com a "sociedade comunista" real, que a teoria do Comunismo e do estado comunista, supostamente visam alcançar (e ainda não fizeram, e provavelmente nunca farão - simplesmente devido as falhas inerentes na concepção da teoria comunista, para começar).

Contudo…

____________________
A Visão Corrente, Teórica da "Sociedade Comunista" é Muito Próxima de uma Economia Baseada em Recursos

- apenas com menos planejamento real, e o fato de que a ideia original foi pensada mais de 150 anos atrás, então há algumas ênfases diferentes ...

O ponto final da teoria do comunismo, também conhecido como a "sociedade comunista" - uma sociedade sem classes, sem estado e sem dinheiro, está muito próxima do que poderia ser imaginado como a ideia de uma economia baseada em recursos, hoje.

E sim, esta é uma das definições geralmente aceitas da sociedade comunista. Embora esta definição nunca seja expressa literalmente por Engels ou Marx, tanto quanto eu vi - por favor, corrija-me se você já viu - é geralmente delineada dentro de seus documentos, como descrito muito bem neste post Reddit:

{"Do Capítulo II do Manifesto Comunista,
[http://marxists.org/archive/marx/works/1848/communist-manifesto/ch02.htm]

Quando, no curso do desenvolvimento, as distinções de classe desaparecerem e toda a produção se concentrar nas mãos de uma vasta associação de toda a nação, o poder público perderá seu caráter político. O poder político, propriamente dito, é apenas o poder organizado de uma classe para oprimir outra. Se o proletariado, durante sua disputa com a burguesia, for obrigado, pela força das circunstâncias, a organizar-se como classe, se, por meio de uma revolução, se tornar a classe dominante e, como tal, com estas condições, varrerem as condições para a existência de antagonismos de classe e de classes em geral, e assim terão abolido sua própria supremacia como classe.
Em lugar da velha sociedade burguesa, com suas classes e antagonismos de classes, teremos uma associação, na qual o livre desenvolvimento de cada um é a condição para o livre desenvolvimento de todos.}


{Engels escreve sobre o aspecto não estatal no Socialismo: Utópico e Científico,
[http://www.marxists.org/archive/marx/works/1880/soc-utop/ch03.htm
Assim que não haja mais classe social a ser mantida em sujeição; logo que o domínio de classe e a luta individual pela existência baseada na nossa atual anarquia na produção, com as colisões e excessos que surgem a partir delas, são removidas, nada mais resta a ser reprimido, e uma força repressiva especial, um estado, não é mais necessário.
O primeiro ato em virtude do qual o Estado realmente se constitui como representante de toda a sociedade - a tomada de posse dos meios de produção em nome da sociedade - é, ao mesmo tempo, seu último ato independente como um  Estado. A ingerência estatal nas relações sociais torna-se, em um domínio após outro, supérflua, e então morre por si mesma; O governo de pessoas é substituído pela administração das coisas, e pela condução de processos de produção.}

{Na seção 18 dos Princípios do Comunismo, Engels aborda o aspecto sem dinheiro,
[http://www.marxists.org/archive/marx/works/1847/11/prin-com.htm]
Finalmente, quando todo o capital, toda a produção, todas as trocas forem reunidas nas mãos da nação, a propriedade privada desaparecerá por vontade própria, o dinheiro se tornará supérfluo e a produção se expandirá e transformará de tal forma que a sociedade será capaz de se livrar de seus antigos hábitos econômicos que possam restar."}

Isso soa muito próximo de uma economia baseada em recursos. para mim.

{E da Wikipedia:

No pensamento marxista, a sociedade comunista ou sistema comunista é o tipo de sociedade e sistema econômico postulado para emergir dos avanços tecnológicos, das forças produtivas, representando o objetivo final da ideologia política do comunismo. Uma sociedade comunista é caracterizada pela propriedade comum dos meios de produção com acesso livre [1] [2] aos artigos de consumo e é sem classes e sem estado [3], implicando o fim da exploração do trabalho.
O comunismo é um estágio específico de desenvolvimento socioeconômico, baseado na superabundância de riqueza material, que se postula a partir de avanços na tecnologia de produção e mudanças correspondentes nas relações sociais de produção. Isto permitiria a distribuição baseada na necessidade e relações sociais baseadas em indivíduos livremente associados. [4] [5]
O termo "sociedade comunista" deve ser distinguido do conceito ocidental de "estado comunista", este último referindo-se a um estado governado por um partido que professa uma variação do Marxismo-Leninismo.}

"Superabundância de riqueza material"

"Avanços na tecnologia de produção"

"Correspondentes mudanças nas relações sociais de produção"

"Livre acesso aos artigos de consumo"

Soa familiar?


EMBORA ... HAJA  ALGUMAS DIFERENÇAS

As diferenças podem ser vistas como triviais por alguns, e enormes por outros. Alguns dizem que ambas as construções sociais são excelentes e qualquer uma é boa, enquanto outros dizem que as diferenças não importam e qualquer uma delas trará sofrimento indizível e miséria. Outros argumentam que algumas das ideias RBE estavam pretendidas / implícitas na sociedade comunista, mas simplesmente não foram expressas, enquanto outros dizem que essas diferenças são o que torna os dois sistemas completamente diferentes. De qualquer maneira, é interessante e informativo olhar para algumas dessas ideias.

As principais (e indiscutíveis) diferenças entre os dois sistemas econômicos, em sua maior parte, são como esta sociedade futurista pós-escassez seria alcançada. Muitos dos sistemas transitórios que foram implementados para tentar alcançar o ponto final da sociedade comunista RESULTARAM EM DESASTRES. Corrupção, cobiça, a execução violenta, o fato de que as sociedades ainda tinham que interagir com o mundo capitalista em torno e a falta de uma visão ou plano sólido sobre o resultado final da sociedade comunista, condenaram o sistema antes que tivesse uma chance.

Eloquente como sempre, Peter Joseph resume muito bem as falhas do estado comunista e seu funcionamento:

Peter Joseph on Communism, Re: The Zeitgeist Movement

Nos estágios iniciais da progressão para o comunismo, são defendidas muitas coisas a serem, literalmente, implementadas pela força, e toda a "guerra de classes" é usada para, literalmente, eliminar (até pela violência armada, se necessário) o estado da elite (o burguês) e atingir o ponto final da eventual sociedade comunista. Obviamente, isso seria completamente contra os princípios de uma economia baseada em recursos.

Diretamente do Manifesto Comunista, aqui estão alguns passos possíveis para alcançar uma sociedade comunista:

(1) Abolição da propriedade de terra e aplicação de todas as rendas de terrenos para fins públicos.
(2) Um pesado  imposto de renda progressivo ou em faixas.
(3) Abolição de todos os direitos de herança.
(4) Confisco dos bens de todos os emigrantes e rebeldes.
(5) Centralização do crédito nas mãos do estado, por meio de um banco nacional com capital estatal e monopólio exclusivo.
(6) Centralização dos meios de comunicação e de transporte nas mãos do estado.
(7) Ampliação de fábricas e instrumentos de produção de propriedade do estado; a colocação em cultivo de terras em desuso, e a melhoria do solo geralmente de acordo com um plano comum.
(8) Igual responsabilidade de todos para o trabalho. Estabelecimento de exércitos industriais, especialmente para a agricultura.
(9) Combinação da agricultura com indústrias transformadoras; abolição gradual de toda a distinção entre cidade e área rural por uma distribuição mais equânime da população no país.
(10) Educação gratuita para todas as crianças nas escolas públicas. Abolição do trabalho das crianças, em fábricaa, na sua forma atual. Combinação da educação com a produção industrial.

Confisco de propriedade? Pesado imposto de renda? Abolição da herança? Exércitos industriais?

Você está brincando comigo? Não admira que isso tenha sido uma catástrofe completa ...

Será que eles pensavam que as pessoas simplesmente entregariam, de bom grado, tudo o que possuíam e diriam ao governo para colocá-los a trabalhar nos campos até o dia mítico em que uma sociedade comunista, de forma mágica, viesse a existir?

Outro princípio fundamental do comunismo que parece um pouco diferente de uma economia baseada em recursos é "De cada um de acordo com suas habilidades, a cada um de acordo com suas necessidades".

De acordo com esta regra, se tomada literalmente, se a sociedade considerar sua maior contribuição estar sentado atrás de uma mesa, programando algoritmos de computador para a distribuição de recursos, você poderia muito bem ser forçado a trabalhar nesta posição, hipoteticamente falando. E isso, tecnicamente, poderia ser um aspecto de uma das etapas que a teoria do comunismo usaria para alcançar a hipotética sociedade comunista.

"A cada um de acordo com suas necessidades" provavelmente não inclui acesso 24/7 a jet-skis ou viagens ilimitadas para Tóquio, mas em uma economia baseada em  recursos, em seu ápice, não só isso é possível, mas espera-se que seja um princípio geral. Em uma EBR esta frase seria provavelmente semelhante a algo mais como "De cada um, uma contribuição, conforme seu desejo; A cada um, de acordo com suas necessidades e desejos, dentro das capacidades razoáveis de nossos recursos e métodos de produção ".

No entanto, para esclarecimento, em uma sociedade comunista plenamente desenvolvida, você é livre para perseguir suas paixões e perceber a "auto-realização", ou seja, você está livre para perseguir suas próprias ambições e desejos, como descrito na Teoria de Marx da Alienação.

Outra pequena diferença entre a sociedade comunista e uma economia baseada em recursos que alguns têm dito existir, embora esta possa ser discutível, é que em uma economia baseada em recursos parece haver mais ênfase na utilização dos recursos do planeta da maneira mais sábia possível para criar acesso a todos os bens e serviços, não apenas com base nas necessidades, mas também em desejos individuais. É interessante notar que, na época de Marx, a escassez de recursos não era nem de longe tão premente como hoje, e isso é verdadeiramente uma das características de uma economia baseada em recursos, especialmente devido aos atuais problemas do petróleo e do aquecimento global.

Algumas outras coisas a considerar quando se comparam os dois são os fatos de que a tecnologia ainda não estava disponível para grande parte da automação que Marx e Engels tinham imaginado na sociedade comunista. Computadores que podiam controlar e distribuir recursos por meio de algoritmos eram ficção científica, a eletricidade estava na infância, a comunicação era lenta e laboriosa, e os carros nem sequer tinham sido inventados, de modo que não havia um plano real de como essa sociedade operaria, Ou mesmo seria projetada. Em contraste, hoje temos toda esta tecnologia e mais, dando-nos a capacidade de esboçar e até mesmo implementar tal sociedade, projetando com antecedência tudo o que poderíamos pensar, até os tipos de materiais com que serão feitas, por impressão 3D, as paredes da nossa casa. Estamos muito, muito, mais capazes nestes dias ... para dizer o mínimo.

Outro aspecto da mentalidade que veio com a plataforma comunista a considerar cuidadosamente é o fato de que ela foi escrita antes da ocorrência de duas guerras mundiais e antes de milhões de pessoas morrerem sob o governo dos líderes comunistas, por isso havia muito menos preocupação com forçosamente empurrar o comunismo sobre o mundo e que efeitos isto poderia possivelmente ter. Naquela época, as pessoas estavam acostumadas a impor sua vontade sobre os outros, especialmente em um sentido societal, que é bastante diferente de hoje, e o objetivo era visto como mais importante do que os meios pelos quais foi alcançado. Agora, o oposto completo é verdadeiro. Devido às ações negligentes dos líderes do passado, muitos indivíduos estão aterrorizados com o comunismo e veem seu único resultado possível como um estado totalitário completo que emerge após as mortes desnecessárias de milhões - e com sua história, eles têm todo o direito de pensar isso.

Assim, a comunidade RBE e comunistas / marxistas podem ter aproximadamente o mesmo ponto final em mente, mas dada a história negativa associada com o comunismo, e quanto medo e ódio existe em torno do assunto, precisamos de uma abordagem muito diferente de como realmente chegar lá, e uma revisão completa da teoria do que vai realmente funcionar como um período de transição. 

Assim…

COMO SERÁ FEITA A TRANSIÇÃO PARA UMA ECONOMIA BASEADA EM RECURSOS?

Na maior parte, os principais proponentes de uma economia baseada em recursos defendem uma abordagem de cima para baixo. Eles dizem que os líderes mundiais se reuniriam, algum dia no futuro, e concordariam (possivelmente depois que o público geral estiver suficientemente bem informado e o exigir). Que esta é a melhor maneira para a humanidade viver e começar a implementar um sistema como este, para todos indivíduos seguirem. Infelizmente, também foi dito que isso provavelmente só virá depois de um colapso econômico total, após o qual a transição para uma Economia Baseada em Recursos não é garantida (ou mesmo provável) e poderia ser suplantada por um governo mundial ou uma Nova Ordem Mundial. Isso te agrada?

Além de não obter muito, o problema com este tipo de implementação é que, quando você tem líderes ditando que tipo de sistema econômico o mundo deve seguir, não só você terá muitas pessoas que irão lutar contra, com unhas e dentes;  e fazer tudo em seu poder para combater o sistema (especialmente aqueles contra o comunismo, provavelmente recorrendo à violência e até mesmo à guerra), mas você também tem a liderança mundial dizendo à população o que fazer, o que é, por sua própria natureza, completamente contraditório com a idéia geral de uma Economia Baseada em Recursos.

Portanto, a ÚNICA via de transição para uma VERDADEIRA economia baseada em recursos é de forma completa e absolutamente voluntária, de baixo pra cima, e nada mais irá funcionar. Caso contrário, não seria realmente uma Economia Baseada em Recursos, para começo de conversa. E haveria tanta reação durante o período de transição que a proposta seria condenada desde o princípio, como aconteceu com o comunismo. Líderes poderiam fazer a sugestão, mas nunca forçá-la. Assim violariam um dos princípios fundamentais de uma Economia Baseada em Recursos — a participação voluntária.

Além disso, nossos líderes provavelmente não fariam a sugestão até que percebessem que a sociedade é realmente capaz de trabalhar em conjunto e cooperar de maneira muito mais harmoniosa do que no presente, razão pela qual devemos fazer tudo que estiver ao nosso alcance para desenvolver e implementar em nossas vidas tantos aspectos de uma Economia Baseada em Recursos quanto formos capazes. Para mostrar que é possível. Para mostrar que existem formas de se viver melhor. Para despertar as pessoas e ajudá-las a reconhecer que elas têm outras opções, que elas têm o poder e os meios necessários para torná-los realidade, e sair do ritual zumbi e não refletido (descuidado, negligente) de nossa existência das 9 até 17, considerado vida por muitos de nós.

Embora eu saiba que este texto irá irritar alguns indivíduos, eu também espero que ele possa ajudar a unir as duas comunidades, com um apelo para que trabalhemos juntos. Em última análise, embora possa haver algumas pequenas diferenças no objetivo final dos dois, acredito que muitos "verdadeiros" Comunistas e Marxistas têm as mesmas visões para uma sociedade futura que o movimento da Economia Baseada em Recursos. E eu também espero que este artigo possa fornecer um fórum para as pessoas conversarem e se envolverem em maneiras de construir este ousado novo mundo.

Na realidade, é apenas compreendendo o ponto de vista alheio, superando nossas diferenças, construindo com base nas nossas forças e semelhanças, comprometendo-se de acordo com as necessidades, cultivando e praticando esses princípios através da vivência e do trabalho coletivo, e criando algo maior do que nós mesmos, que seremos capazes de edificar uma sociedade que se assemelhe a uma legítima Economia Baseada em Recursos.

É por isso que estamos sendo chamados para construir comunidades sustentáveis, providas de energia com sua própria tecnologia verde, que produzam seu próprio alimento,  sua própria água, utilizando-se de tecnologias como FarmBot [https://farmbot.io/], aquaponia e permacultura (entre outras citadas no texto). Devemos produzir muitas coisas localmente, utilizando impressão 3D, Contour Crafting [http://www.contourcrafting.org/] reciclando os resíduos e, além disso, desenvolvendo mais projetos open source, similares ao Global Village Construction Set [http://opensourceecology.org/gvcs/]. Exemplos de lugares como Regen Villages [http://www.regenvillages.com/] e Tamera [https://www.tamera.org/index.html] podem ser usados como modelos e seus sucessos replicados.É hora de compartilhar nossas ideias e, com franqueza, trabalharmos juntos para alcançar o melhor de todos, praticando princípios como os que One Community Global [http://www.onecommunityglobal.org/] estabeleceu. Muito progresso será feito quando começarmos a colaborar mais, via plataformas como TheTransition.org [http://www.thetransition.org/] e apoiarmos uns aos outros em nossos esforços para desenvolvermos novas tecnologias e trabalharmos juntos em cooperativas como Mondragon [http://www.mondragon-corporation.com/eng/] and Evergreen [http://www.evgoh.com/].

A informação e a tecnologia necessárias para o fazermos já estão aqui — e combinando-as  em ideias sólidas e as vivendo em nossas próprias vidas, cotidianamente, que fará a diferença. Nunca existiu tempo melhor para se fazer isso. As ferramentas e os recursos da atualidade são sem precedentes na história do planeta. E não temos mais nenhuma desculpa para não criarmos o mundo que desejamos.

Como uma nota final - se houver qualquer coisa que você achar estar incorreto sobre este artigo, por favor, deixe-me saber comentando abaixo ou enviando um e-mail para [contact@moneylesssociety.com]. Forneça referências para investigar, e farei o meu melhor para revisá-lo conforme necessário. No entanto, eu não vou mudá-lo só porque alguém simplesmente discorda e diga que estou errado, sem qualquer documentação para apoiá-lo. É meu objetivo e intenção que este documento seja tão preciso, honesto e atualizado quanto possível, e, definitivamente, não está aqui para simplesmente agradar a todos.

Portanto, prestemos atenção às advertências de nossos pais e aprendamos com seus erros, mas também não descartemos nosso verdadeiro potencial e permaneçamos presos no passado, especialmente ao custo do nosso próprio risco, quando precisamos trabalhar juntos - agora, mais do que nunca.